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2011: Os Melhores dos Melhores

Posted in Melhores do Ano with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24 de dezembro de 2011 by Lucas Nascimento

Este ano, o post dos melhores filmes do ano vai ser diferente. Enquanto nos últimos três anos a seleção se deu por ranking, os longas lançados em 2011 serão avaliados através de categorias. Antes de conferir, algumas observações:

  • A lista contém apenas filmes lançados no Brasil COMERCIALMENTE (logo, filmes de 2010 que chegaram este ano nos cinemas ou home video marcam presença aqui) e alguns lançamentos estrangeiros ficaram de fora (como O Espião que Sabia Demais, Shame, Drive, entre muitos outros).
  • Se  não concorda com minha opinião (e isso certamente vai acontecer), fique a vontade para comentar e apresentar sua própria seleção, mas seja educado, porque comentários grosseiros serão reprovados.
  • MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres ainda não estreiou no Brasil, mas marcou presença na lista em 2 categorias, mas sua presença é justificável.

Melhor Filme: Meia-Noite em Paris

Sem dúvida o feel-good movie de 2011, uma deliciosa experiência cinematográfica que traz Woody Allen em ótima forma em sua primeira visita a Paris. O desenrolar da trama acontece de forma mágica, flertando com elementos fantásticos ao mesmo tempo em que nos presenteia com alguns dos melhores diálogos do ano e uma mensagem verdadeiramente inspiradora – que me atingiu em cheio. O elenco também é ótimo, de Owen Wilson altamente expressivo a Adrien Brody divertidíssimo em uma antológica participação especial. Crítica completa.

Outros destaques (em ordem de preferência)

Cisne Negro

Deixe-me Entrar

X-Men: Primeira Classe

Bravura Indômita

O Palhaço

Missão: Impossível – Protocolo Fantasma

Tudo pelo Poder

A Pele que Habito

Super 8

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2

Planeta dos Macacos: A Origem

Melhor Diretor: Selton Mello | O Palhaço

Selton Mello realmente surpreendeu com O Palhaço. Desempenhando diversos papéis na produção (incluindo o de protagonista do longa), o sucesso do filme é fruto de sua habilidosa direção. Escolhendo lindos planos e enquadramentos, mostra-se um talentoso diretor de atores e também usa com inteligência a subjetividade. Diversas cenas funcionam justamente por sua complexo trabalho visual; às vezes é o olhar de um personagem, seu gesto com as mãos, cabeça… E não são necessárias palavras para compreender o que se passa.

Melhor Comédia: Amizade Colorida

Depois do divertido A Mentira, Will Gluck assume a direção e créditos como co-roteirista nessa excelente comédia romântica. Tomando como base um assunto já conhecido – a relação puramente sexual entre dois amigos – Amizade Colorida é um filme surpreendente, já que apresenta um roteiro com alguns dos melhores diálogos do ano, mensagens inspiradoras e um elenco arrasador; com destaque para a ótima química entre Justin Timberlake e Mila Kunis. Anseio pelo próximo trabalho de Gluck.

Melhor Filme de Ação: Missão: Impossível – Protocolo Fantasma

Um dos melhores e mais empolgantes filmes do ano. O diretor Brad Bird, responsável por grandes animações da Pixar, dá vida nova à franquia do agente Ethan Hunt, promovendo um espetáculo com ótimas cenas de ação (a escalada ao Burj Dubai já é antológica) e um ritmo narrativo muito agradável e divertido. O elenco é bem entrosado e muito talentoso, e Tom Cruise mostra que ainda tem fôlego para mais continuações – e eu espero que elas aconteçam.

Melhor Ator: Andy Serkis | Planeta dos Macacos: A Origem

Especialista em personagens digitais, Andy Serkis é o rei do motion-capture. No prequel que mostra a origem do Planeta dos Macacos, o ator empresta sua expressividade imensa ao macaco Cesar, líder de uma revolução de símios de grandes proporções. O talento de Serkis é perceptível em cada pixel do rosto do personagem e certamente merece atenção no Oscar (o cara interpretou um macaco!).

Outros destaques:

Selton Mello – O Palhaço

Michael Fassbender – X-Men: Primeira Classe

Ryan Gosling – Tudo pelo Poder

James Franco – 127 Horas

Melhor Atriz: Emma Stone | A Mentira

Eu simplesmente adoro Emma Stone em A Mentira. Ao encarar seu primeiro papel como protagonista, a atriz fornece uma das performances mais divertidas, carismáticas e honestas que eu já vi. É boa nas caretas, nas vozes e irradia uma energia impressionante que pega o espectador de surpresa. Mesmo sendo uma comédia (um preconceito estúpido dentro de premiações), merecia indicação ao Oscar.

Natalie Portman – Cisne Negro

Mélanie Laurent – Toda Forma de Amor

Kirsten Dunst – Melancolia

Mila Kunis – Amizade Colorida

Melhor Ator Coadjuvante: Christopher Plummer | Toda Forma de Amor

Na pele de um idoso na casa dos 70 que abraça sua homossexualidade, Christopher Plummer dá um show. Apresenta muito carisma e expressividade, divertido e emocionando na medida certa, assim como uma química muito natural com Ewan McGregor (que interpreta seu filho). O ator certamente será indicado ao Oscar por essa performance, e eu não me surpreenderia se ele saísse vencedor.

Alan Rickman – Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2

Tom Hiddleston – Thor

Corey Stoll – Meia-Noite em Paris

Colin Farell – A Hora do Espanto

Melhor Atriz Coadjuvante: Elle Fanning | Super 8

Irmã mais nova de Dakota Fanning, Elle Fanning brilha na deliciosa aventura oitentista de JJ Abrams. Personificando a “garota desejada por todos da escola”, a atriz mostra imenso talento e carisma e, em diversos momentos, um senso de autoridade diante do restante do elenco (afinal, sua personagem é mais velha). A cena em que atua como zumbi é antológica.

Cate Blanchett – Hanna

Evan Rachel Wood – Tudo pelo Poder

Amy Adams – O Vencedor

Marion Cottilard – Meia-Noite em Paris

Melhor Roteiro Original: Meia-Noite em Paris | Woody Allen

Sempre afiado em seus maravilhosos diálogos, Woody Allen apresenta uma verdadeira aula de história da arte em Meia-Noite em Paris. A ideia central é genial em si, com o nostálgico Gil retornando ao passado magicamente – e ao não explorar o que é essa viagem no tempo, o texto fica mais misterioso – e encontrando diversos artistas da época. Todos os diálogos são inspiradíssimos, alguns até antológicos.

Melhor Roteiro Adaptado: X-Men: Primeira Classe | Jamie Moss, Josh Schwartz, Zack Stentz, Jane Goldman e Matthew Vaughn

Depois de Batman – O Cavaleiro das Trevas, o nível das adaptações de quadrinhos de super-heróis aumentou, e as histórias amadureceram muito. Mas apenas o roteiro de X-Men: Primeira Classe escrito por Ashley Miller, Zack Stentz, Jane Goldman e Matthew Vaughn, fez jus ao trabalho de Christopher Nolan. Na aventura que ambienta-se na Guerra Fria, as origens dos X-Men são apresentadas com maestria e inteligência, tomando como base ótimos diálogos, diversos níveis de história e sempre uma atenção excepcional a seus personagens.

Melhor Fotografia: Bravura Indômita | Roger Deakins

Indicada ao Oscar do ano passado, a direção de fotografia de Roger Deakins para Bravura Indômita é uma das melhores de sua carreira. Trabalhando novamente com os irmãos Coen, o fotógrafo captura com maestria as paisagens do Velho Oeste dos EUA, sempre usando uma boa iluminação (o frame inicial, que revela a morte de um dos personagens é soberbo) e cores vivas. Um deleite visual, não teve filme em 2011 com trabalho melhor.

Melhor Montagem: Contágio | Stephen Mirrione

Contágio aborda diversos personagens em diferentes cantos do planeta. O alastramento da doença mortal que move a trama é sempre acompanhanda com legendas (como dia 3, 4, etc) e até o uso da tela dividida, elementos que o montador Stephen Mirrione certamente tem domínio. Mirrione consegue equilibrar com ritmo as diversas tramas paralelas do longa, dando espaço para todos os personagens. Outra sacada genial é iniciar o longa com o 2º dia da contaminação, criando um final chocante ao revelar a causa da pandemia.

Melhor Direção de Arte: X-Men: Primeira Classe | Chris Seagers (Design de produção), Larry Bellantoni, Erin Boyd e Sonja Klaus (Decoração de set)

Recriando diversos cenários dos anos 60 (e até um campo de concentração em certo momento), a equipe responsável pelo design de produção de X-Men: Primeira Classe soube combinar o fantástico com o real. Um exemplo disso é o submarino do personagem de Kevin Bacon, que tem uma arquitetura clean e aparentemente comum, mas esconde uma sala rodeade de espelhos e luzes azuis. Ótimo trabalho, isso contando que muitos cenários foram levantados de verdade, usando o mínimo de CG possível.

Melhor Figurino: Thor | Alexandra Byrne

Eu sempre me interesso pelos figurinos em filmes de super-heróis. Ainda espero pelo dia em que a Academia reconheça (com pelo menos uma indicação) o trabalho em transportar personagens de quadrinhos para as telas. Na adaptação de Thor, a figurinista Alexandra Byrne acerta na composição das vestimentas de deuses nórdicos, misturando elementos clássicos (como a capa vermelha, as escamas no braço) com toques modernos.

Melhor Maquiagem: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

Ao longo da série de Harry Potter, o departamento de maquiagem sempre teve um papel fundamental na criação do universo de JK Rowling. Mas no oitavo e último filme da franquia, o trabalho é multiplicado na criação de dezenas de duendes para a cena do ataque ao banco de Gringotes. Foram cerca de 20 anões e muita criatividade na composição de cada criatura.

Melhores Efeitos Visuais: Planeta dos Macacos: A Origem

Depois de Avatar mudar o jogo com seus impressionantes efeitos visuais, Planeta dos Macacos – A Origem chega para aprimorar o que havia sido aprimorado. Com todos os símios (macacos, chimpanzés, gorilas, etc) criados digitalmente, com auxílio de captura de performance, o resultado é de encher os olhos, aproximando-se ao máximo da realidade. Se perder o Oscar, é marmelada.

Melhor Trilha Sonora: MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres | Trent Reznor & Atticus Ross

MILLENNIUM ainda não estreiou aqui no Brasil, mas a trilha sonora de Trent Reznor e Atticus Ross já está disponível online há mais de uma semana. Claro que, dessa forma, fica impossível saber se os oníricos sons criados pela dupla combinam com as imagens do filme, mas se considerar o trabalho musical isoladamente, ainda é superior a qualquer outro lançado este ano. Com cerca de 3 horas, o resultado é sensacional, tão bom quanto a trilha de A Rede Social.

Canção do Ano: “Immigrant Song” |Trent Reznor, Atticus Ross e Karen O | MILLENNIUM: Os Homens que não Amavam as Mulheres

Tava começando o primeiro teaser de MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres (uma versão pirata, vazada do próprio estúdio), e em meio a diversos cortes rápidos de cenas do filme, ecoava o selvagem cover de Karen O para a “Immigrant Song” de Led Zeppelin. Com Trent Reznor na instrumental e Atticus Ross como mixador, a música pesada é inesquecível e viciante, pontuando em cheio o tom do filme de David Fincher.

Melhor 3D: Transformers – O Lado Oculto da Lua

Mesmo sendo um dos piores filmes do ano, Transformers – O Lado Oculto da Lua tem um atrativo poderoso: seu genuíno 3D estereoscópico. O longa foi rodado com câmeras 3D e garante um resultado visual impressionante – especialmente ao retratar as crateras e rochas lunares na cena inicial – e uma profundidade maior nas cenas de ação. Pena que tanto esforço foi para um filme ruim.

Melhor cena de abertura: Melancolia

Lars Von Trier tem mostrado bastante talento na abertura de seus longas recentes. Primeiro, o sinistro prólogo em preto-e-branco e câmera lentíssma em Anticristo, agora ele apresenta sua visão do fim do mundo nos minutos iniciais de Melancolia, quando um planeta gigante colide com a Terra. Mantendo a câmera lenta, o diretor preenche a tela com imagens simbólicas e sem muita conexão (explícita) com a trama, alcançando um resultado arrasador.

Surpresa do ano: Amor a toda Prova

Amor a Toda Prova era tão irrelevante para mim, que não assisti nenhum trailer antes de conferir o filme sim. Talvez isso tenha influenciado no resultado, já que adorei o filme de Glenn Ficara e John Requa e fiquei completamente surpreso com sua história e as inúmeras reviravoltas nela. O elenco inteiro também se sai muito bem, com destaque para Ryan Gosling, que tem em 2011 o melhor ano de sua carreira.

Decepção do ano: O Preço do Amanhã

Eu já disse milhões de vezes, e repito: Andrew Niccol teve a melhor ideia do ano com O Preço do Amanhã. É um imenso desperdício que o diretor/roteirista tenha desenvolvido tão mal a sua ótima premissa e alcançado um resultado ordinário e simplório, recorrendo ao formulaico filme de ação. Não que o filme seja ruim, mas poderia ser muito mais.

Melhores Trailers

1. MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres – Teaser

2. Prometheus – Teaser

3. Shame – ‘New York, New York’ Trailer

Melhor Pôster: Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Bem, essa foi a retrospectiva de 2011. Diferente do ano passado, talvez eu continue com esse modelo de postagem ou quem sabe o ranking gigante voltará? Enfim, comentem e compartilhem suas opiniões sobre os lançamentos de 2011, e tenham um Feliz Natal!

Análise Blu-ray | X-MEN: PRIMEIRA CLASSE – EDIÇÃO DE COLECIONADOR

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , , , on 2 de outubro de 2011 by Lucas Nascimento

O Filme

Um dos melhores filmes adaptados de quadrinhos de todos os tempos e também um dos melhores do ano. Matthew Vaughn dirige um grande espetáculo visual e narrativo, apresentando a origem de diversos personagens de forma empolgante e dramática; especialmente a focar-se na relação entre Professor X e Magneto. Sensacional. Crítica

Trilha Isolada do Compositor

Como o título já faz o bom trabalho de esclarecer, há disponível uma faixa de áudio com a trilha sonora musical de Henry Jackman isolada, logo você só escuta suas composições. Bom recurso, é possível ouvir com mais atenção os ótimos sons que Jackman trouxe para a trama.

Filhos do Átomo

Making of de Primeira Classe com 1 hora de duração e uma divisão em 5 partes. Assim como no blu-ray de Kick-Ass, o material é objetivo e esclarecedor, passando por diversos estágios da produção (incluindo as dolorosas maquiagens de Fera e Mística) e oferecendo muitas curiosidades. Acompanhamos o longo processo do roteiro, a escalação do elenco e toda a parte visual, sonora e técnica do desenvolvimento do filme. Destaque para uma perseguição aérea que eu julgava ser 100% CG, mas que foi realmente filmada. Sensacional.

Cenas Excluídas

Aproximadamente 15 minutos de cenas excluídas e estendidas. Todas elas bem divertidas e interessantes (impagável o truque mental que Xavier faz com Magneto durante a apresentação de Angel), que ajudam a pontuar alguns momentos, enquanto outras justificam sua exclusão por quebrarem o ritmo (como a chegada do Coronel Hendry no barco de Shaw). No geral, bacana.

Cérebro Rastreador de Mutantes

Este recurso interativo permite “usar” o Cérebro operado por Xavier nos filmes da saga, e procurar pelos mutantes que já deram as caras na franquia do cinema. Ao escolher um personagem, uma ficha e um clipe sobre sua história e poderes é disponibilizada; bem interessante e informativo. Perde pontos apenas por não trazer todos os mutantes de todos os filmes – esqueceram o Noturno, por exemplo…

Livro: The Art of Evolution

Brinde exclusivo da edição de colecionador, temos aqui um livro de 40 páginas com os designs de alguns cenários do filme e comparações entre os desenhos e o resultado final. Os ambientes inclusos vão do escritório de Shaw na Polônia até a ilha que serve de clímax para a trama. Se você curte design e arquitetura, vai adorar.

Nota Geral:

A edição de colecionador de X-Men: Primeira Classe vem com uma luva especial muito elegante e extras bem informativos e descontraídos, além de possuir um dos melhores filmes de 2011. A imagem e o som estão excelentes, e ainda há incluso o livro de arte, cópia em DVD do filme e uma cópia digital para PC. Recomendo.

Preço: R$ 99,90

Imagens: Blu-ray.com

| X-Men: Primeira Classe | Os mutantes ganham tratamento poderoso

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2011 with tags , , , , , , , , , , , , , , on 4 de junho de 2011 by Lucas Nascimento


James McAvoy e Michael Fassbender como os jovens Professor X e Magneto

Desde o ano 2000, a franquia dos X-Men tem se estabelecido fortemente no cinema de forma divertida,  mas sempre com uma mensagem de inclusão social na bagagem. Funcionou nos dois primeiros filmes, voltou-se demais para a ação no terceiro e quase foi destruída pelo péssimo filme-solo do Wolverine. Eis que entra Matthew Vaughn e muda completamente o jogo com X-Men: Primeira Classe, alcançando resultados impressionantes e maduros dentro do gênero.

A trama ambienta-se antes da trilogia original, mostrando como Charles Xavier (James McAvoy) começou sua jornada para ajudar e orientar jovens mutantes, que eram malvistos e temidos pela sociedade. Ele conhece o jovem Erik Lehnsheirr (Michael Fassbender), que no futuro será Magneto.

Baseando-se no início dessa amizade, o roteiro tem seus melhores momentos ao retratar a relação dos dois com grande profundidade e desenvolvê-la muitíssimo bem. Não há um bom e um mau, apenas ideais diferentes, mas que possuem objetivos similares: um mundo com mutantes aceitos na sociedade (na visão de Xavier) ou com mutantes como raça dominante (como pensa Erik). A dinâmica e contraste entre os dois personagens é ótima, proporcionada pelo excepcional desempenho de seus intérpretes.


A relação de Erik e Charles ganha força graças às performances de seus intérpretes

Depois de destacar-se em um papel pequeno, todavia marcante em Bastardos Inglórios (além de outros filmes menos conhecidos aqui no Brasil), Michael Fassbender promete ser catapultado para o estrelado, já que se mostra aqui como um excelente ator. Com grande influência do James Bond de Sean Connery – afinal o filme se passa nos anos 60 -, o personagem é retratado quase como um espião, em empolgantes caçadas a nazistas onde o futuro Magneto faz um uso mais sutil de seus poderes, e molda sua visão da humanidade baseando-se em suas dolorosas experiências em um campo de concentração do Holocausto. É impossível ver Erik como um vilão quando seus motivos são tão bem explorados aqui.

Do lado mais otimista do tabuleiro, temos James McAvoy que está carismático ao extremo. Apresentando a segurança que Patrick Stewart trazia ao personagem na trilogia original, destaca-se por ser carregado de entusiasmo (como na cena em que conhece o jovem Hank McCoy) e zeloso pelo bem de sua espécie, como no emocionante momento em que ajuda Erik a controlar melhor suas habilidades. Xavier também faz um uso sedutor de sua habilidade, sendo mais uma ferramenta característica de (mais uma vez) um filme de espiões.

E quando os dois lados se colidem, o roteiro abre diversas discussões sobre inclusão social e o preconceito sofrido pelos mutantes, o desejo de se esconder e ser aceito na sociedade; como anseia desesperadamente a Mística da ótima Jennifer Lawrence. Os diálogos são muito bem construídos e desenvolvem bem a trama,  sobrando referências a diversos trabalhos do cinema (um mutante bem conhecido tem uma participação memorável), literatura (a do Médico e o Monstro sendo a mais apropriada, por caracterizar perfeitamente o Fera de Nicholas Hoult), entre outros. Outro ponto divertido é a questão dos “nomes” que ganha aqui sua melhor justificação de existência: já que trabalham com a CIA, os mutantes ganham codinomes e não identidades secretas, o que funciona bem dentro desse universo de espiões super-poderosos.


Kevin Bacon e January Jones no time dos vilões

Na direção dessa enorme variedade de elementos, temos Matthew Vaughn. Trazendo elementos dinâmicos na bagagem, o diretor controla a narrativa com segurança e estilo, utilizando-se de diversos enquadramentos criativos e recursos visuais, com destaque para o uso da tela dividida na montagem de treinamento da primeira turma de Xavier. Vaughn proporciona um amadurecimento notável à série, principalmente pela ambientação no cenário de Guerra Fria (no melhor estilo Watchmen) e a Crise dos Mísseis Cubanos, que garantem também um clima tenso em grande parte do longa. Mas como fez em Kick-Ass, o diretor equilibra o tom com piadas bem encaixadas e um divertido entrosamento entre os personagens – como no primeiro encontro entre os mutantes na sede da CIA.

Mas claro, sendo um filme blockbuster, há diversas sequências de ação, que funcionam muitíssimo bem dentro de seu propósito e contribuem para a trama de forma apropriada, nunca acontecendo sem motivo. E tal motivo aqui é Sebastian Shaw (Kevin Bacon, excelente) e seu Clube do Inferno que garantem reviravoltas surpreendentes (o Azazel de Jason Flemyng merece mais destaque e a Emma Frost de January Jones é sexy e muito interessante). Os efeitos visuais sobressaem-se em tais sequências (apesar de eu olhar torto para a forma de diamante de Frost) e funcionam bem, culminando em um clímax inesquecível em uma ilha.

X-Men: Primeira Classe é um filme maduro e empolgante, apresentando origens envolventes e bem construídas para os personagens da franquia original, sob o olhar cuidadoso do diretor Matthew Vaughn. É facilmente uma das melhores adaptações de quadrinhos para o cinema desde o Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan. Que venha a Segunda Classe.

Esta semana nos cinemas… (03/06)

Posted in Esta Semana nos cinemas with tags , , , , , on 2 de junho de 2011 by Lucas Nascimento

Confira abaixo as principais estreias dessa semana nos cinemas brasileiros:

Estamos Juntos

Sinopse: Para Carmem, uma jovem médica, o mundo começava a se moldar: uma vida independente na agitada São Paulo, ao lado do seu amigo Murilo, e distante das amarras da cidade de onde veio. Mas quando sintomas de uma grave e inesperada doença surgem, sua rotina se transforma e ela passa a se relacionar cada vez mais com um enigmático homem ao mesmo tempo em que se entrega a uma intensa paixão com o impetuoso músico Juan.

Censura: 14 anos

Vontade de ver: 1/5

X-Men: Primeira Classe

Sinopse: O filme mostra o início da épica batalha da franquia X-Men e revela a história secreta de famosos eventos globais. Antes dos mutantes se revelarem para o mundo, e antes de Charles Xavier e Erik Lensherr se chamarem Professor X e Magneto, eles eram dois jovens descobrindo seus poderes.

Censura: 12 anos

Vontade de ver: 5/5

Bem, essas são suas opções. Boa Sessão!

4 Clipes de Personagens de X-MEN: PRIMEIRA CLASSE

Posted in Trailers with tags , , , , , , , on 15 de maio de 2011 by Lucas Nascimento

Divulgados a algumas semanas atrás, mas só estou postando agora porque pude legendá-los, confira quatro clipes de personagens de X-Men: Primeira Classe:

Fera

Mística

Banshee

Destrutor

X-Men: Primeira Classe estreia em 3 de Junho.

Primeiro clipe de X-MEN:PRIMEIRA CLASSE

Posted in Trailers with tags , , , , , , on 11 de maio de 2011 by Lucas Nascimento

Faltando menos de um mês para sua estreia nos cinemas, X-Men: Primeira Classe ganha seu primeiro clipe, que mostra Charles Xavier tentando convencer agentes da CIA sobre a existência de mutantes. Muito bom, confira:

Veja no Youtube

X-Men: Primeira Classe estreia em 3 de Junho

Novo trailer de X-MEN: PRIMEIRA CLASSE

Posted in Trailers with tags , , , on 21 de abril de 2011 by Lucas Nascimento

O novo filme dos mutantes da Marvel ganhou seu novo trailer internacional, tão empolgante quanto o primeiro. Confira abaixo:

X-Men: Primeira Classe estreia em 1º de Junho.