Arquivo para zumbis

| Guerra Mundial Z | Sai de baixo, é o mob zombie

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2013, Suspense with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 28 de junho de 2013 by Lucas Nascimento

3.5

WorldWarZ
Brad Pitt larga o negócio de matar nazistas e entra para o de matar zumbis

Zumbis estão em alta. O sucesso da série de tv americana The Walking Dead (que eu assistiria, não fosse tão tediosa) trouxe de volta ao imaginário pop as criaturas moribundas e sedentas por carne humana, rendendo diferentes abordagens e encarnações para seu perfil tão icônico. Guerra Mundial Z junta tudo isso e ainda traz novos elementos para o gênero, resultando em um eficiente thriller.

A trama é livremente adaptada do livro de Max Brooks (que também publicou divertidíssimo Guia de Sobrevivência a Zumbis) por Matthew Michael Carnahan, Drew Goddard e Damon Lindelof, centrando-se no investigador da ONU Gerry Lane (Brad Pitt), que é forçado a auxiliar a agência quando uma cataclísmica infestação zumbi misteriosamente assola 5% da população mundial.

Da premissa arquétipa até a proliferação mortal sem explicações acerca de sua origem (como dita a tradição do bom e velho George Romero), Guerra Mundial Z acerta ao economizar precioso tempo evitando cair na “didática” do gênero. Em menos de 30 minutos de projeção, o diretor Marc Forster já nos apresenta de cara às ameaças, introduz com inteligência suas características – através de uma sequência que revela a transformação de um cidadão em zumbi sendo acompanhado pela contagem de tempo de Gerry – e coloca os personagens no meio da ação; dando-lhes até armas de fogo. Até mesmo a palavra “zumbi” é constantemente proferida pelos personagens o que revela, graças às reações céticas dos militares ao ouví-la, a sutil possibilidade de estes habitarem um universo onde mortos-vivos fazem parte da cultura pop.

Forster é habilidoso ao retratar a ambientação da história e seu crescente senso de alarmismo global (que passa por uma Filadélfia infestada de automóveis até uma Jerusalém infestada de multidões) ao longo de suas 2 horas de projeção. O diretor também sabe quando o filme requer um toque de aventura, mas jamais se esquece do suspense que seus antagonistas são capazes de provocar (a sequência no terceiro ato é soberba nesse quesito graças à sua condução silenciosa e montagem equilibrada) ou do drama – aqui, uma amputação em offscreen é chocante graças à sua imprevisibilidade, e a aparente naturalidad” com que ocorre. No entanto, Forster demonstra um talento inversamente proporcional nas cenas de ação (algo que já tinha provado com 007 – Quantum of Solace), apostando na câmera tremida e nos cortes em excesso; algo que funciona apenas para conferir maior “realismo” às criaturas digitais ou para aumentar a dor de cabeça resultante do descartável 3D convertido (que só é válido para exarcebar os muitos sustos).

Impressiona aqui a desumanização presente nas criaturas canibais: em um esperto comentário social (afinal, os grandes filmes do gênero sempre trazem uma mensagem em suas entrelinhas) acerca da superpopulação do planeta, os zumbis de Marc Forster são aglomerados de pessoas que atingem o absurdo ao se amontoarem até formar uma “montanha” de seres vivos. É visualmente assustador, e – mesmo sendo “light” em sua quantidade de violência – confere maior urgência quando vemos Brad Pitt correndo desesperadamente dessa multidão em um corredor estreito. Aqui, somos apresentados ao mob zombie.

Guerra Mundial Z é um eficiente filme de zumbis, promovendo inteligentes ideias para a franquia (a solução encontrada no final, é uma das mais verossímeis já vistas) e o início de uma promissora franquia. E assistam, nunca é demais o preparo para um apocalipse zumbi…

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Vai um zumbi aí?

Posted in Notícias with tags , , , , , on 24 de março de 2013 by Lucas Nascimento

Depois de uma produção problemática e diversos adiamentos, Guerra Mundial Z enfim prepara-se para ver a luz do dia. O filme adaptado da divertida obra de Max Brooks ganhou hoje seu primeiro pôster e reúne um amontoado de zumbis atacando um helicóptero. Confira:

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Sob direção de Marc Foster, Guerra Mundial Z estreia no Brasil em 28 de Junho.

| Resident Evil 4: Recomeço | Nem o 3D salva

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2010 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de setembro de 2010 by Lucas Nascimento

2.0

  Alice in Zombieland: Milla Jovovich corre de uma multidão de mortos-vivos

O mais recente capítulo da franquia Resident Evil, baseada em uma série de games que pouco se assemelha com a adaptação, chegou e a impressão que fica é a mesma acerca da franquia Crepúsculo: a trama não avança à lugar nenhum, pouco acontece. A diferença, é que o sistema de câmeras 3D de James Cameron está presente, como um efeito muito divertido.

Para esse quarto filme, foi trazido de volta Paul W.S. Anderson (diretor do primeiro filme) e ele realmente não aprendeu nada sobre direção. Razoável em comandar cenas de ação (a maioria delas, cópias de Matrix), não desenvolve ou torna interessante a narrativa pedestre do longa e parece estar completamente à deriva de cenários digitais e de eficientes efeitos 3D (que em certos momentos chegam a ser melhor do que os de Avatar); o descontrole reina, ele parece não saber como contar sua limitada história.

Nem mesmo as cenas de ação, que são repetitivas e cansativas, ajudam. Não há emoção, nenhum tipo de suspense ou terror digno, não apenas dos games, mas de qualquer filme de zumbis que se preze. Aliás, são tão poucos zumbis no longa, que o diretor parece ter esquecido de que as criaturas foram as responsáveis por todo o caos no planeta. Temos um ou outro monstro interessante (como o Exucutioner e seu machado gigante), mas nenhum ganha devida atenção.

Sobre o elenco, Milla Jovovich continua inexpressiva e sua personagem cada vez mais patética. Por exemplo: logo no início, Alice ataca a Umbrella Corporation auxiliada por suas clones (que são completamente descartáveis à trama) e logo após uma batalha eficiente – que só fica melhor com os efeitos em 3D – ela perde seus poderes. A emoção é tão inexistente no roteiro, que a protagonista nem sequer expressa algum tipo de sentimento quanto a essa transformação e mesmo sem poderes, continua lutando e atirando como uma super-heroína, não uma humana.

Os coadjuvantes são tão patéticos e descartáveis que não merecem o comentário (Ali Larter e Wentworth Miller estão péssimos), apesar de Shawn Roberts se sair bem como o vilão Wesker, apresentando o personagem de forma bem caricata e similar ao do game, mesmo que empreste muito da atuação de Hugo Weaving em Matrix.

Alice e seus parceiros seguem estourando e aniquilando (poucos) zumbis, mutantes e machados enormes, mas o rumo que a trama tenta seguir nunca convence, nunca justifica e sempre soa incoerente. Infelizmente, o gancho para um quinto filme está lá e não posso imaginar que bizarrices virão a seguir.

| Zumbilândia | Comédia inteligente que tira sarro de zumbis

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2010 with tags , , , on 30 de janeiro de 2010 by Lucas Nascimento

Zumbis eram muito assustadores na época dourada do grande George A Romero. Mas com o tempo, os monstros começaram a virar motivo de piada, como no excelente Todo Mundo quase Morto. Zumbilândia segue bem essa linha, mas não tem o mesmo charme e sarcasmo da comédia inglesa. Entretanto, é um filme muito divertido, rápido, agradável, possuindo até alguns toques dramáticos e, é claro, com muito sangue e miolos de fora.

Na trama, o mundo foi tomado por uma epidemia de zumbis. Nesse cenário, encontramos Columbus, um adolescente que tem medo de tudo e Tallhassee que é o exato oposto. Juntos, eles partem para uma jornada por um mundo repleto de zumbis.

Minha expectativa em torno de Zumbilândia era muito grande. Assistindo ao filme, ficou evidente que ele entrega o que promete, mas eu esperava um pouco mais do filme. Os primeiros minutos são brilhantes, a abertura dos créditos é impagável e as regras de sobrevivência de Columbus são muito interessantes. O filme nunca cansa (são apenas 88 minutos) e capricha nas piadas, que envolvem muitas referências pop (Não choro assim desde Titanic, gênio). Mas acho que a piada mais engraçada do filme, é a participação hilária de Bill Murray, maquiado de zumbi para sobreviver. Além de muitas piadas, o filme possui cenas de ação empolgantes, sustos e muitas dicas de como matar zumbis (o prêmio de morte da semana) e sobreviver em uma “zumbilândia” se isso de fato ocorresse.

O elenco é mais que satisfatório. O Tallhassee de Woody Harelson já pode ser considerado um dos melhores heróis de ação do cinema. Simplesmente muito engraçado, sua obssessão com twinkies (bolinhos americanos famosos) é uma das ideias mais geniais do filme. Jesse Eisenberg diverte no papel de Columbus, lembrando muito o estilo de Michael Cera, de Superbad. E por falar nesse filme, temos Emma Stone como Wichita e Abigail Breslin como Little Rock, duas excelentes coadjuvantes. E é claro, Bill Murray, que rende a piada do filme.

Resumindo, é diversão garantida, roteiro ágil e muito inteligente e extremamente recomendado para os fãs de filmes de zumbis, mas fica atrás de Todo Mundo quase Morto. O elenco está perfeito em seus papéis e sem dúvida vai arrancar muitas risadas. Uma coisa que eu achei estranha, é o filme ter pego censura 14 Anos. Têm muito sangue e violência no filme, mas muitos palavrões foram traduzidos errados na legenda, fator que ocorre com frequencia. O filme já garantiu uma sequência em 3D para 2011. Que venha logo.