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| Ponte dos Espiões | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2015, Drama with tags , , , , , , , , , , , , on 21 de outubro de 2015 by Lucas Nascimento

4.5

BridgeofSpies
Estrada para a Perdição? Quase.

Ao longo de sua brilhante carreira, Steven Spielberg nos revelou que seu corpo e mente são habitado por duas entidades diferentes: o Spilba Divertido, que nos rendeu aventuras incomparáveis como TubarãoIndiana JonesJurassic Park, e o Spilba Sério, responsável por Amistad, A Lista de Schindler, Munique Lincoln. Em ambas as situações, temos uma maestria técnica indiscutível, já que o diretor é dono de um estilo único e que se manifesta independente do gênero. E mesmo que eu seja muito mais fã do Spilba da diversão, Ponte dos Espiões revela-se um dos mais afiados “filmes de gente grande” do diretor.

A trama é inspirada em eventos reais, nos transportando para o ano de 1957, no qual os EUA e a URSS estavam em plena tensão nuclear em decorrência de sua Guerra Fria. Entra o advogado de seguros James B. Donovan (Tom Hanks), que é escolhido pelo governo para auxiliar uma delicada troca de prisioneiros entre as nações inimigas: o espião russo Rudolf Abel (Mark Rylance) e o piloto americano Francis Gary Powers (Austin Stowell).

Isso é Spielberg clássico. O típico homem de família do bem que é jogado de sua rotina confortável para uma grande aventura que eventualmente o trará de volta para casa no final, para grande admiração de sua esposa e filhos. A diferença é que o cenário aqui é muito mais tenso e é retratado com uma seriedade maior do que aquele visto em, por exemplo, Contatos Imediatos do Terceiro Grau (não que Spielberg não leve a ficção científica a sério), dado o contexto político da trama. Logo em seus minutos iniciais, o diretor arrebenta com uma longa e muda sequência na qual somos colocados no meio de uma perseguição, mas sem saber exatamente quem persegue quem. Ajuda também a ausência da música que, pela primeira vez desde A Cor Púrpura, não traz a assinatura do mestre John Williams, deixando Thomas Newman com a responsabilidade, algo que o compositor faz muito bem.

E talvez fiquem surpresos, mas o roteiro é assinado por ninguém menos do que os irmãos Joel e Ethan Coen, que devem ter escrito o filme ao mesmo tempo em que cuidavam do texto de Invencível, dadas as ligeiras semelhanças entre ambos os filmes – prisioneiros de guerra, aviões de caça caindo do céu. Mas se no filme de Angelina Jolie não havia nada que lembrasse o estilo dos irmãos, aqui temos muitas sutilezas e tiradas que definitivamente vieram de suas mentes, como na sarcástica introdução de Donovan, cheia de verbarrogia em torno das frases “My guy, your guy”, ou o momento em que um personagem tem diversos telefones à sua mesa, atendendo o errado quando um deles toca. Mas não só isso, a prosa dos Coen e X é habilidosa ao lidar com pesadas quantidades de informações, jargar político e de Direito, de forma que não as torna incompreensível para o público, mas também não lhes sacrifica inteligência.

Tudo bem que o filme peca por sua longa duração, e por inevitáveis quebras de ritmo para servir de transição entre os acontecimentos principais, além de trazer a dipensável dramaticidade exagerada do Spilba Sério: mesmo que esteja na procura de um clima tenso para a tensão nuclear, mostrar crianças chorando na sala de aula enquanto assistem a imagens da bomba de Hiroshima me pareceu apelativo demais. E sendo um filme americano sobre a Guerra Fria, os EUA inevitavelmente assumirão o papel de mocinhos, mas o filme é eficiente na hora de dosar o patriotismo, não soando ofensivo ou propagandista como os desfiles militares de Michael Bay, afinal, isso fica evidente quando Donovan afirma para um representante russo que estes têm a chance de terem “um debate diplomático e neutro que suas nações são incapazes de realizar”, assumindo a posição de que o indivíduo aqui é mais importante – ou deveria dizer, mas sábio – do que a nação inteira.

Sendo uma produção de Spielberg, é tecnicamente impecável. Seu inseparável diretor de fotografia Janusz Kaminski retorna para trazer sua forte luz, chegando a literalmente cegar o espectador em alguns momentos (especialmente a cela de Abel, onde Donovan é praticamente uma figura divina), mas no geral sendo muito eficaz ao criar uma atmosfera sombria e perigosa. A cena em que Donovan é seguido por um estranho na chuva é excelente, e a presença de Hanks só ajuda que o breve momento nos remeta diretamente a Estrada da Perdição. O design de produção de Adam Stockhausen também acerta na reconstrução de época, especialmente nas cenas ambientadas na Alemanha Oriental, salientando as péssimas condições da pós-Segunda Guerra na região, e a câmera de Spielberg valoriza todos esses ambientes com planos abertos detalhadíssimos – vale apontar ser seu primeiro trabalho com lentes anamórficas desde Hook – A Volta do Capitão Gancho.

Navegando com perfeição por um tema delicado, Ponte dos Espiões surpreende por mostrar-se um trabalho de Steven Spielberg que consegue muito bem funcionar como um thriller de espionagem inteligente, sem deixar de lado a abordagem séria que o diretor vem buscando nos últimos anos.

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O trailer final de STAR WARS: O DESPERTAR DA FORÇA

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 19 de outubro de 2015 by Lucas Nascimento

STARWA

Finalmente, o primeiro trailer completo de Star Wars: O Despertar da Força finalmente chegou.

Confira:

O novo filme se passa 30 anos após os eventos de O Retorno de Jedi. O elenco original formado por Harrison Ford (Han Solo), Mark Hamill (Luke Skywalker) e Carrie Fisher (Leia Organa) retorna, além de Peter Mayhew (Chewbacca), Anthony Daniels (C-3PO) e Kenny Baker (R2-D2). O sangue novo inclui John Boyega (Finn), Daisy Ridley (Rey), Oscar Isaac (Poe Dameron), Adam Driver (Kylo Ren), Lupita Nyong’o (Maz Kanata), Gwendoline Christie (Capitã Phasma), Domhnall Gleeson (General Hux), Andy Serkis (Supremo Comandante Snoke) e o veterano Max Von Sydow (Quem será?).

J.J. Abrams dirige a partir de roteiro dele mesmo, Lawrence Kasdan e ideias de Michael Arndt, sem influência de George Lucas. John Williams retorna para a trilha sonora.

Star Wars: O Despertar da Força estreia em 17 de Dezembro.

Os ingressos já estão à venda!

| Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2015 with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 11 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

2.0

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Chris Pratt e seu parça (é) velociraptor

Quando eu era criança, Jurassic Park e seus dinossauros foram parte essencial de meu crescimento como cinéfilo. Lembro até hoje da empolgação em ver o T-Rex pela primeira vez ou minha imensa decepção quando fora barrado no cinema ao tentar ver Jurassic Park 3, em meus longínquos 5 anos de idade. Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros veio abruptamente e eu mal podia acreditar que realmente veríamos um retorno à Ilha Nublar e seus habitantes pré-históricos. A verdade? Assim como os personagens de Lost, não precisávamos ter voltado.

A trama se passa 22 anos após o primeiro filme, ignorando (ou não fazendo menção alguma) aos eventos de O Mundo Perdido e do segundo filme. Aqui, o sonho de John Hammond é realizado e o parque temático com dinossauros criados geneticamente está completamente funcional e atraindo milhares de visitantes. Buscando novas formas de garantir patrocínio e impressionar a clientela, o grupo cria o primeiro dinossauro híbrido: o Idominus Rex. Como não deve ser nenhuma surpresa, o caos reina quando a criatura revela-se mais inteligente do que o esperado.

Ainda que com algumas mudanças significantes, o roteiro assinado por Rick Jaffa, Amanda Silver (dupla responsável pelo ótimo reboot de Planeta dos Macacos), Derek Connolly e o diretor Colin Trevorrow – repararam em quantas pessoas diferentes aqui? Então – é uma repetição de toda a fórmula do primeiro filme. Desde o maravilhamento inicial, passando pelas crianças em perigo até o status icônico garantido ao T-Rex, não é difícil encontrar referências gritantes, perdidas em meio às diversas subtramas que o roteiro tenta comportar, resultando em uma misturânea que acaba desencontrada e sem um foco específico – militarismo, natureza vs homem, guerra dos sexos (brega, brega), aproximamento entre irmãos… Uma enxurrada de elementos possíveis de se sentir na arrastada projeção de 124 minutos.

E Colin Trevorrow (do eficiente indie Sem Segurança Nenhuma) passa longe de ser um Steven Spielberg. As sequências de tensão pecam pela repetição; pelo menos três vezes temos uma situação em que algum personagem fica imóvel e escondido enquanto algum dinossauro o procura, e a ação é pouco imaginativa (o elemento da girosfera é uma exceção) e danificada por um excesso de CGI notável. Por incrível que pareça, a combinação de animatronics de Stan Winston com efeitos digitais no filme de 1993 surge muito mais verossímel do que as criaturas vistas em Jurassic World. E outra: não sei qual dos 5 roteiristas achou que domesticar e “fofotizar” velociraptors era uma boa ideia, muito menos transformá-los nos bichinhos de estimação de Chris Pratt, além de uma inesperada reviravolta no finalzinho que remete bastante à proposta do último Godzilla.

De dinossauros novos, o aquático Mosassauro impressiona pelo tamanho e sua relevância divertida para o clímax, enquanto o mutante Indominus Rex parece mais uma versão genérica do T-Rex (até o Espinossauro do terceiro filme tinha mais “carisma”), ainda que seu modus operandi seja interessante. Já o lado humano fica preso à estereótipos forçados, que incluem o caçador machão/afetivo de Chris Pratt (que o ator consegue tornar interessante, graças à boa performance) a executiva fria e altamente sexualizada de Bryce Dallas Howard e o militar inescrupuloso de Vincent D’Onofrio.

Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros é uma triste decepção que se perde num roteiro ruim e na ausência do encantamento que marcou o original de Steven Spielberg, destacando-se como o pior filme da série.

Digo, como reagir quando um dos próprios personagens quebra a quarta parede em uma piadinha ao dizer como “o primeiro parque era irado de verdade” e que “não precisava de híbridos genéticos”?

Thomas Newman substitui John Williams em BRIDGE OF SPIES

Posted in Notícias with tags , , , , , , on 18 de março de 2015 by Lucas Nascimento

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Olha, notícias sobre contratações e substituições de compositores em produções cinematográficas não são fatos gritantes, mas a notícia de hoje merece atenção. Bridge of Spies, novo filme de Steven Spielberg, não terá trilha sonora de John Williams, mas sim de Thomas Newman (indicado 12 vezes ao Oscar).

Isso quebra uma sequência de 27 filmes (de Louca Escapada a Lincoln) e 41 anos, praticamente toda a carreira de Spielberg (só A Cor Púrpura não teve a colaboração do compositor, substituído por Quincy Jones). Williams teria se afastado por problemas de saúde, mas já confirma participação na próxima produção do diretor, a adaptação de The BFG.

Vai ser interessante ver como Spielberg se adaptará a outro compositor. Pessoalmente, acho Newman uma ótima escolha.

Bridge of Spies estreia em 16 de Outubro nos EUA.

 

| Star Wars: Episódio V – O Império Contra-Ataca | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Clássicos, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 26 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

5.0

TheEmpireStrikesBack
Darth Vader faz a revelação mais marcante de toda a saga

Quando algum diretor fala sobre fazer continuações, sempre cita aquelas que de fato atingiram o nível do original, ou até mesmo um resultado superior. A resposta pode variar, mas pode apostar que O Poderoso Chefão: Parte II e O Império Contra-Ataca estarão lá.

A trama começa alguns anos após a Batalha de Yavin 4, com Luke (Mark Hamill), Leia (Carrie Fisher) e Han (Harrison Ford) refugiados com a Aliança rebelde no planeta de gelo Hoth (ironia eterna desse nome). Cada vez mais interessado no jovem Jedi, Darth Vader o procura por toda a galáxia, enviando sondas e caçadores de recompensa para encontrar o grupo. A jornada levará Luke ao encontro do Mestre Jedi Yoda (Frank Oz), enquanto o restante do grupo é atraído para uma letal armadilha do Império.

Se a grande maioria das continuações hoje em dia (lembrem-se, este é o segundo filme da saga a ser lançado) adota a política do “maior e mais sombrio”, é graças a O Império Contra-Ataca. É bem menos otimista do que o anterior, e o roteiro de Leigh Brackett e Lawrence Kasdan (George Lucas é responsável apenas pelo argumento principal) se arrisca ao colocar os personagens em situações desafiadoras e que muitas vezes leva a melhor sobre estes. Claro que o humor jamais morre, afinal a presença de C-3PO (Anthony Daniels) e R2-D2 (Kenny Backer) sempre rende momentos divertidos, assim como a relação de amor e ódio que vai se construindo entre Han e Leia.

Mas é realmente Darth Vader quem ganha mais destaque aqui. Outrora um vilão genérico no anterior, aqui o lorde Sith ganha mais profundidade e importância, afetando até mesmo o trabalho de dublagem de James Earl Jones; capaz de criar mais nuances aqui, graças à bombástica revelação a respeito de sua relação com Luke. A entrada de Irvin Kershner na direção também é outro ponto valioso, já que revela-se um condutor mais eficiente do que Lucas, além de arrancar melhores atuações do carismático elenco. Visualmente, também é responsável por sequências empolgantes como a batalha de Hoth, a perseguição pelo campo de asteroides e o antológico duelo de sabres entre Luke e Vader – belíssimamente fotogrado por Peter Suschitzky.

Star Wars: Episódio V – O Império Contra-Ataca é certamente o melhor filme da saga, e também uma das continuações mais eficazes e surpreendentes já apresentadas em Hollywood. É o tipo de filme que quase reinventa a história, elevando-a à níveis difícieis de serem superados.

Felizmente, a conclusão da saga não nos deixaria na mão.

Próximo: O Retorno de Jedi

A SAGA

Episódio I – A Ameaça Fantasma

Episódio II – Ataque dos Clones

Episódio III – A Vingança dos Sith

Episódio IV – Uma Nova Esperança

Episódio V – O Império Contra-Ataca

Episódio VI – O Retorno de Jedi

| Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Clássicos, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , on 25 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

5.0

StarWarsEpisodeIVANewHope
A trinca original: Luke Skywalker, Leia Organa e Han Solo

Eu devia ter uns 6 ou 7 anos quando perguntei a meu tio sobre filmes legais pra se assistir. Lembro que a resposta trouxe Planeta dos Macacos e Star Wars, me apresentado no nostálgico título nacional Guerra nas Estrelas. O clássico com Charlton Heston eu deixaria para assistir alguns anos depois, mas tive a sorte de pegar uma maratona da saga de George Lucas no SBT, que preparava um esquenta para o lançamento de Ataque dos Clones, em 2002. Foi meu primeiro contato com Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança, filme que mudou a minha vida pra sempre.

Acho válido explicar porque o primeiro filme lançado é o quarto em cronologia. Em 1977, George Lucas lançou o filme apenas como Star Wars (Guerra nas Estrelas em terras tupiniquins), tendo a ideia de contar a história anterior a esta alguns anos depois, seguindo o lançamento de O Retorno de Jedi, em 1983. Estamos em 1997 e a notória Edição Especial é lançada, que – além das alterações digitais criticadas até hoje – trouxe a classificação de Episódios IV, V e VI para a trilogia, preparando o terreno para a estreia do Episódio I, que viria dois anos depois. Ao contrário do que algumas lendas por aí afirmam, Lucas não tinha a história dos Episódios I, II e III quando iniciou a saga com Uma Nova Esperanca.

O que nos leva, enfim, à trama do filme. Começa aproximadamente 20 anos após os eventos de A Vingança dos Sith, com o Império Galáctico perseguindo um grupo da Aliança Rebelde que tenta fugir com planos secretos da Estrela da Morte, estação bélica com capacidade para destruir um planeta. Os dróides R2-D2 (Kenny Baker)e C-3PO (Anthony Daniels) fogem com os planos para o planeta de Tatooine, onde são adquiridos pelo fazendeiro Luke Skywalker (Mark Hamill), que logo se aliará ao Mestre Jedi Obi-Wan Kenobi (Alec Guiness) para devolver os dróides a seu dono.

É uma clássica história de arquétipos. Mocinhos idealizados, vilões maniqueístas e premissas que envolvem o resgate de princesas, como nos contos de fadas. O que faz a diferença aqui, é a mitologia fantástica que o roteiro de Lucas apresenta, um universo habitado por alienígenas, caçadores de recompensas e piratas espaciais. O Han Solo de Harrison Ford é um anti-herói divertido e que impressiona por sua mudança de atitude no último ato, enquanto a Princesa Leia de Carrie Fisher é uma personagem forte e nada indefesa, invertendo os papéis ao salvar os heróis enviados ali justamente para salvá-la.

StarWars
A perseguição nas trincheiras

Com a ajuda de efeitos visuais dominados por miniaturas espetaculares, truques de iluminação e um elaborado design sonoro, Lucas cria cenas de ação que ficariam na História. A perseguição de caças espaciais nas trincheiras da Estrela da Morte é empolgante como poucas sequências da saga, sendo também mais um atestado do poder sobrenatural de John Williams para compor temas icônicos e belíssimos, que temperam bem o tom de aventura nostálgica e despretensiosa adotado pelo longa.

Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança talvez seja o filme mais importante da minha vida. É a obra que iniciou minha jornada pelo Cinema, e tudo o que assisti, aprendi e experienciei depois, teve início quando conheci o universo de George Lucas.

No próximo filme, veríamos o melhor episódio da saga, e aquela que é considerada uma das melhores continuações da História do Cinema.

Próximo: O Império Contra-Ataca

A SAGA

Episódio I – A Ameaça Fantasma

Episódio II – Ataque dos Clones

Episódio III – A Vingança dos Sith

Episódio IV – Uma Nova Esperança

Episódio V – O Império Contra-Ataca

Episódio VI – O Retorno de Jedi

 

| Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , on 23 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

4.0

Stae
Anakin e Padmé na batalha de Geonosis

Se A Ameaça Fantasma foi uma decepção para os fãs por não manter o espírito da trilogia original, Ataque dos Clones certamente satisfaz nesse quesito, tendo tido uma recepção superior ao filme de 1999 – ainda que não seja amado pelos saudosistas. Já eu, adoro.

A trama começa uma década após os eventos do anterior, com a República cada vez mais em crise graças aos ataques da Federação do Comércio e o movimento separatista. Nesse cenário, a senadora Amidala (Natalie Portman) é posta na mira de um misterioso assassino, o que leva acarreta na chegada dos Jedi Obi Wan Kenobi (Ewan McGregor) e Anakin Skywalker (Hayden Christensen) para protegê-la e encontrar o vilão.

Eu tenho um afeto especial por Ataque dos Clones. Foi o primeiro filme da saga que assisti no cinema – uma das experiências cinematográficas mais marcantes da minha infância – e também o primeiro que condenou à “maldição” da expectativa voraz. E mesmo agora, 12 anos depois, acho que George Lucas evoluiu muito de A Ameaça Fantasma, seja como roteirista (aqui, com o apoio de Jonathan Hales) ou como diretor, aqui como pioneiro na distribuição digital de longas-metragem (recomendação: o documentário Lado a Lado, de 2012).

Claro, o filme não passa enxuto de problemas. O romance central entre Anakin e Amidala pode tornar-se tedioso, ainda mais quando a montagem de Ben Burtt o intercala com a missão de Obi-Wan, que é bem mais interessante. Não ajuda também o fato de Hayden Christensen ser um dos mais inexpressivos atores de sua geração, mesmo que sua química com Natalie Portman pontualmente funcione e aqui e ali ele apresente pequenas explosões de raiva que antecipam seu destino sombrio. O que faz o romance convencer, de fato, é a belíssima composição “Across the Stars” de John Williams, um dos pontos altos de sua contribuição para a série.

Como épico espacial, Ataque dos Clones é um digno exemplar. Seja na perseguição cosmopolita envolvendo a misteriosa assassina Zam Wesell, o duelo entre Obi-Wan e Jango Fett (meu preferido da saga) ou a gigantesca batalha final que introduz as Guerras Clônicas. Os efeifos visuais impressionam como sempre, e até a trama política fica mais instigante com a crescente participação de Palpatine (Ian McDiarmid), dando até mesmo uma função decisiva para o abobalhado Jar Jar Binks.

Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones é um ótimo filme e que traz os ingredientes vitais para um blockbuster bem sucedido. Traz seus deméritos típicos de George Lucas, mas todos eles seriam apagados quando a trilogia dos prequel mostrasse a que veio, 3 anos depois.

Próximo: A Vingança dos Sith

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Episódio II – Ataque dos Clones

Episódio III – A Vingança dos Sith

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