Arquivo para a ameaça fantasma

| Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

3.0

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Duel of the fates: Os Jedi enfrentam a ameaça de Darth Maul

Com a repetina decisão da rede Cinemark em exibir todos os filmes da hexalogia de Star Wars, aproveito a oportunidade não apenas para ver alguns dos filmes na tela grande, mas também escrever sobre eles. Que forma melhor de aquecer pro Episódio VII?

Adotando a ordem cronológica, começo hoje com aquele que foi a grande decepção da saga, mas que ainda assim permanece uma obra competente: Star Wars: Episódio I – A Ameaca Fantasma.

A trama é ambientada quase 40 anos antes dos eventos da trilogia original, tendo início quando os cavaleiros Jedi Qui-Gon Jin (Liam Neeson) e Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) são enviados para negociar termos contra a maléfica Federação do Comércio, que planeja um ataque ao planeta Naboo e à Rainha Amidala (Natalie Portman). Os eventos levam a dupla a diversos planetas enquanto tentam proteger a rainha, ao mesmo tempo em que uma ameaça invisível vai surgindo das trevas.

As pessoas adoram odiar A Ameaça Fantasma, e realmente não podemos culpá-las por isso. Maravilhado com os feitos que a computação gráfica era capaz de alcançar no final dos anos 90, George Lucas aposta em diversos cenários e criaturas digitais; estas últimas prejudicadas por aquela que é a pior invenção do diretor: o gungan Jar Jar Binks, personagem infantil completamente dispensável que serve como o mais retardado alívio cômico dos últimos tempos. Prejudica também a insistência de Lucas em temas políticos fortes, que diversas vezes fazem o longa se perder em sua proposta de aventura espacial, que ainda torna-se entendiante ao apostar na péssima atuação do estreante Jake Lloyd, o jovem Anakin Skywalker, que torna-se peça essencial da narrativa.

Aliás, a verdade é que Lucas não é dos melhores diretores de elenco pela indústria. Mesmo que tenha lá Natalie Portman, Ewan McGregor e Samuel L. Jackson em bons papéis, nenhum deles realmente se destaca, praticamente no piloto automático. O mérito fica mesmo com Liam Neeson, personificando um dos personagens mais admiráveis de toda a saga, ainda que seja um mero arquétipo de “sábio mestre”. Ah, já falei do Jake Lloyd…

Mas seria injusto odiar totalmente o filme. Não só uma produção admirável com figurinos e maquiagens requintadas, A Ameaça Fantasma consegue ser épico quando o deseja. Sequências como a corrida de pods em Tatooine e o já exemplar duelo de sabres entre Obi-Wan, Qui-Gon e o sombrio Darth Maul (Ray Park, sempre maquiado) comprovam o cuidado da equipe na manipulação de efeitos visuais, o trabalho magistral de Ben Burtt no desenho de som e a ótima direção de Lucas para cenas do tipo. E, claro, a trilha sonora operática do mestre John Williams.

Revendo depois de muito tempo, percebo que Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma certamente foi prejudicado pela expectativa de sua época de lançamento, mas o resultado ainda é longe da grandiosidade.

Felizmente, o próximo episódio se aproximaria bem mais desse status.

Amanhã: Ataque dos Clones

A SAGA

Episódio I – A Ameaça Fantasma

Episódio II – Ataque dos Clones

Episódio III – A Vingança dos Sith

Episódio IV – Uma Nova Esperança

Episódio V – O Império Contra-Ataca

Episódio VI – O Retorno de Jedi

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STAR WARS de volta aos cinemas de São Paulo

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , on 10 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

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Os cinéfilos nerds paulistas têm uma ótima pedida para o mês de outubro: o Cinemark do Shopping Eldorado vai exibir todos os filmes de Star Wars, saga espacial de George Lucas, começando no dia 21 de Outubro. As sessões são únicas e acontecem apenas às 20h30.

Os ingressos já podem ser adquiridos no site do Ingresso.com. Clique no filme desejado abaixo para ser redirecionado!

21/10: Episódio I: A Ameaça Fantasma

22/10: Episódio II: O Ataque dos Clones

23/10: Episódio III: A Vingança dos Sith

24/10: Episódio IV: Uma Nova Esperança

25/10: Episódio V: O Império Contra-Ataca

26/10: Episódio VI: O Retorno de Jedi

Não existe maneira melhor de preparar o terreno para o Episódio VII, não?

Imperdível!

Esta semana nos cinemas… (10/02)

Posted in Esta Semana nos cinemas with tags , , , , , , , , , on 9 de fevereiro de 2012 by Lucas Nascimento

Confira abaixo as estreias desta semana nos cinemas do Brasil:

O Artista

Sinopse: Na Hollywood de 1927, o astro do cinema George Valentin começa a temer se a chegada do cinema falado fará com que ele perca espaço e acabe caindo no esquecimento. Enquanto isso, a bela Peppy Miller, jovem dançarina por quem ele se sente atraído recebe uma oportunidade e tanto para trabalhar no segmento.

Censura: 12 anos

Vontade de ver: 5/5

Cada um tem a Gêmea que Merece

Sinopse: Jack mora em Los Angeles com sua esposa Erin e os filhos. Pacato homem de família e publicitário de sucesso, sua vida só muda radicalmente durante a comemoração do Dia de Ação de Graças. O motivo? A visitinha que sua irmã gêmea Jill, uma grosseirona moradora do Bronx, em Novo York, costuma fazer para ele. O pior é que todo mundo acha que eles são muito parecidos, mas Jack tem certeza que não é só quer distância dela. Agora, o ano passou e o calendário avisa: é hora de assar o peru e aturar as loucuras da sua maninha.

Censura: 10 anos

Vontade de ver: 1/5

Star Wars – Episódio I: A Ameaça Fantasma 3D

Sinopse: O jovem Anakin Skywalker tem poderes que ele mesmo desconhece. O que poucos sabem é que ele pode ser aquele capaz de restaurar o equilíbrio da Força, ajudando os Jedis a restabelecerem a paz no universo. Um garoto com poderes especiais que desconhece ser no futuro o malígno Darth Vader.

Censura: Livre

Vontade de ver: 5/5

Bem, essas são suas opções. Boa sessão!

Preview 2012 – Antes que o Mundo Acabe

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Ano-novo, vida nova, filmes novos! 2012 chegou e preparei aqui um guia sobre os grandes lançamentos do ano, apontando motivos para vê-los ou ignorá-los. A lista consta com cerca de 70 filmes, mas LEMBREM-SE: AS DATAS DE LANÇAMENTOS SEMPRE ESTÃO SUJEITAS A ALTERAÇÕES. Você sabe, aquela velha história e, nesse caso, atualizarei o post frequentemente.

Enfim, que comece 2012 e que o mundo não acabe antes de conferirmos seus promissores lançamentos:

Cavalo de Guerra

O que é: Steven Spielberg voltando ao cinema-pipoca! Cavalo de Guerra é um épico de Primeira Guerra Mundial que mostra a amizade entre um fazendeiro e seu cavalo, e o horror da guerra quando o animal é mandado para o combate, forçando seu dono a acompanhá-lo.

Porque assistir: É Spielberg retornando ao cinema épico, e a produção do filme parece estar caprichada.

Desconfianças: Se for muito melodramático, será insuportável.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 6 de Janeiro

O Espião que Sabia Demais

O que é: Adaptação da obra de John Le Carré, traz uma história de espionagem ambientada na Guerra Fria, onde um espião aposentado (Gary Oldman) é chamado para descobrir um infiltrado no serviço de inteligência da Inglaterra.

Porque assistir: É do mesmo diretor de Deixa Ela EntrarTomas Alfredson – e traz um elenco grandioso – destacando o elogiado Gary Oldman – em uma trama sedutora (quem não adora a paranóia da Guerra Fria?).

Desconfianças: Hum. Se alguém souber de alguma, me avise.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 13 de Janeiro

Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras

O que é: Continuação do sucesso de 2009 dirigido por Guy Ritchie, traz a dupla Holmes e Watson lutando para impedir um plano mortal do misterioso Professor Moriarty.

Porque assistir: O primeiro filme foi uma peça de entretenimento genuíno e descontraído, além de possuir Robert Downey Jr. em uma das melhores performances de sua carreira. O segundo filme promete ser maior, e a escolha de Moriarty como vilão é de longe mais interessante do que a do longa anterior.

Desconfianças: O roteiro deve ser melhor e as cenas de ação precisam ser mais controladas (no primeiro elas aparecem toda hora, de forma abrupta) e o mistério, melhor desenvolvido.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 13 de Janeiro

O Abrigo

O que é: Suspense que traz Michael Shannon como um homem que é perturbado por visões apocalípticas. Temendo que estas possam de fato se concretizar, ele começa a construir um abrigo em sua casa, assustando seus amigos e familiares com o comportamento.

Porque assistir: Shannon é um puta ator, e um papel de protagonista em um longa com uma premissa chamativa é exatamente o que ele precisa.

Desconfianças: Ah sim, mais um filme sobre o fim do mundo.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 13 de Janeiro ADIADO para 24 de Fevereiro

50%

O que é: Comédia-drama sobre um sujeito comum que descobre ter câncer e 50% de chance de sobrevivência. A trama explora sua relação com amigos, família e a forma com que lida com a situação.

Porque assistir: Fazer um filme de comédia com um tema tão delicado certamente merece uma visita, além de possuir um elenco chamativo.

Desconfianças: Repetindo: comédia e câncer não parecem ter muito a ver.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 18 de Janeiro (em DVD/Blu-ray)

As Aventuras de Tintim

O que é: A aguardada adaptação dos livros de Tintim, sob a direção de Steven Spielberg (olha ele de novo) e produção de Peter Jackson, utilizando captura de movimentos e filmagens em 3D estereoscópico. Este primeiro adaptará O Segredo do Licorne, onde o herói precisa desvendar o mistério acerca de um navio roubado.

Porque assistir: Quem nunca leu ou assistiu Tintim? As histórias são excelentes e a união de Spielberg e Jackson trabalhando juntos – com um ótimo elenco –  já é motivo para assistir, não importa o que seja.

Desconfianças: Eu, sinceramente, não consigo pensar em nenhuma.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 20 de Janeiro

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

O que é: Versão americana da trilogia best-seller Millennium de Stieg Larsson, dirigido por David Fincher. Traz o jornalista Mikael Blomkvist (Daniel Craig) e perturbada hacker Lisbeth Salander (Rooney Mara) investigando o misterioso desaparecimento de mais de 40 anos de uma jovem.

Porque assistir: David Fincher é um dos poucos diretores da atualidade que sabe realmente como se faz cinema e ele reuniu um grande elenco, liderado pela promissora Mara, para a adaptação de um excelente livro. O primeiro longa de uma trilogia (tomara!).

Desconfianças: Pra mim, nenhuma.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 27 de Janeiro

Precisamos Falar sobre o Kevin

O que é: Adaptação do livro de mesmo nome, mostra uma mãe que tenta lidar com o fato de seu filho Kevin, de 16 anos, ter sido responsável por uma chacina em sua escola.

Porque assistir: Apresenta um tema forte e que certamente merece atenção, além de prometer Tilda Swinton em um papel marcante.

Desconfianças: Mesmo sendo um tema forte, ele geralmente ganha tratamentos medianos. Espero que aqui seja diferente.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 27 de Janeiro

J. Edgar

O que é: Drama sobre a criação do FBI e seu fundador, J. Edgar Hoover, assim como sua conturbada vida pessoal.

Porque assistir: Leonardo DiCaprio promete uma performance inesquecível na pele do personagem-título, e a fundação do FBI é um tema que pode dar um bom filme.

Desconfianças: Eu sempre fico com um pé atrás quando o assunto é biografias, e o longa não teve a recepção aguardada nos EUA.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 27 de Janeiro

Os Descendentes

O que é: Um dos favoritos ao Oscar de Melhor Filme, é um frama de humor negro traz George Clooney como um pai viúvo que tenta se aproximar de suas filhas enquanto procura o homem com quem sua mulher tinha um caso.

Porque assistir: Foi bastante elogiado pela crítica estrangeira e promete trazer Clooney em um papel diferente.

Desconfianças: Quando um filme é movido por favoritismo – como é o caso de Os Descendentes – sempre desconfio se o mesmo de fato merece.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 27 de Janeiro

O Homem que Mudou o Jogo

O que é: Mais um filme que vai marcar presença no Oscar, acompanha o mundo do beisebol, mas precisamente o sistema “Moneyball” desenvolvido por um jovem analista (Jonah Hill) e posto na prática pelo técnico de um time falido (Brad Pitt), e como o novo esquema de jogo mudou o esporte para sempre.

Porque assistir: Promete Brad Pitt em sua melhor forma e traz dois nomes pesados na autoria do roteiro: Aaron Sorkin (A Rede Social) e Steven Zaillian (A Lista de Schindler).

Desconfianças: Muito poucas, a única revelante seria o medo do clichê dos filmes de esporte (como a mensagem de superação, etc).

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 3 de Fevereiro ADIADO para 17 de Fevereiro

Histórias Cruzadas

O que é: Drama de época que relata a relação entre mulheres brancas e negras.

Porque assistir: Tem um bom elenco e promete chamar a atenção na temporada de prêmios.

Desconfianças: Não estou vendo tanta coisa no longa, com excessão do elenco, que me chame a atenção. Parece o típico filme “feito para o Oscar”.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 3 de Fevereiro

À Toda Prova

O que é: Thriller de espionagem que traz uma agente de operações especiais que, após ser traída por sua equipe, busca vingança contra os responsáveis.

Porque assistir: Quem dirige é Steven Sorderbergh, e tem um ótimo elenco (Michael Fassbender, Ewan McGregor, Antonio Banderas e a lutadora de MMA Gina Carano no papel principal).

Desconfianças: Nada demais essa premissa. Já vimos histórias assim diversas vezes e de maneiras quase que idênticas.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 3 de Fevereiro

A Dama de Ferro

O que é: Mais uma cinebiografia, agora sobre a vida de Margaret Thatcher, a famosa “dama de ferro” que serviu como Primeiro-Ministro da do Reino Unido durante os tempos da Segunda Guerra Mundial.

Porque assistir: Meryl Streep promete (mais uma vez/como de costume) arrebentar no papel principal, certamente lhe rendendo uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz.

Desconfianças: A diretora do Mamma Mia! vai assumir?

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 17 de Fevereiro

Sete dias com Marilyn

O que é: Longa que captura alguns momentos da vida de Marilyn Monroe, com destaque para as filmagens de O Príncipe Encantado e a relação com Colin Clark.

Porque assistir: Nunca foi feito um filme sobre a icônica Marilyn Monroe e Michelle Williams ficou muito parecida com ela e promete uma performance inesquecível que, quem sabe, talvez leve o Oscar.

Desconfianças: É uma grande responsabilidade assumir um projeto desses e um diretor novato no cinema pode não ser a escolha certa.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 24 de Fevereiro ADIADO para 23 de Março

O Artista

O que é: Filme francês mudo e em preto e branco, que acompanha a queda do astro George Valentin (Jean Dujardin) quando o cinema falado entra em Hollywood, ao mesmo tempo em que sua namorada Peppy Miller (Bérénice Bejo) vai crescendo na indústria.

Porque assistir: É mudo e em preto e branco. Que audácia fazer um filme assim atualmente! Isso sem contar o favoritismo do filme no Oscar deste ano.

Desconfianças: A única desconfiança mesmo, é se o filme vai agradar ao público com sua radical execução. Eu já estou dentro.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 10 de Fevereiro

Star Wars – Episódio I: A Ameaça Fantasma (3D)

O que é: Relançamento em 3D do primeiro episódio da nova trilogia de Star Wars.

Porque assistir: Star Wars de volta aos cinemas! Já vale o ingresso.

Desconfianças: Além de A Ameaça Fantasma ser, de longe, o mais fraco longa da hexalogia de George Lucas, há o perigo de encontrarmos um 3D vagabundo – algo muito comum atualmente.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 10 de Fevereiro

A Mulher de Preto

O que é: Terror que traz Daniel Radcliffe tentando sair da sombra de Harry Potter. A história segue uma das clássicas estruturas de terror, com o ator interpretando um advogado que se muda para uma casa isolada, que é assombrada pelo espírito de uma mulher.

Porque assistir: Eu gostei bastante dos trailers, que prometem cenas de terror genuíno. Mas minha grande esperança reside na roteirista Jane Goldman (de Kick-Ass e X-Men: Primeira Classe), que tem se mostrado uma especialista no ramo.

Desconfianças: Será que é possível acrescentar alguma coisa ao já esgotado gênero de casas mal assombradas?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 10 de Fevereiro

A Invenção de Hugo Cabret

O que é: Primeiro longa 3D de Martin Scorsese – e também o primeiro destinado a todos os públicos – mostra o jovem Hugo Cabret, um garoto que mora nas ruas da Paris dos anos 30, embarcando em uma aventura para descobrir o significado de um robô deixado por seu pai, e a mensagem que ele carrega.

Porque assistir: A recepção do filme lá fora foi impressionante, e ver Scorsese lidando com uma aventura infantil (e em 3D) realmente desperta interesse.

Desconfianças: Eu só espero que não seja voltado apenas ao público infantil.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 17 de Fevereiro

Motoqueiro Fantasma 2 – O Espírito da Vingança

O que é: Continuação do fracasso de 2007 (e por esse motivo, o segundo filme tem uma trama que independe no primeiro), traz o herói flamejante lutando contra demônios para impedir que um menino de 10 anos torne-se o anticristo.

Porque assistir: Quem assume a direção é a dupla Mark Neveldine e Brian Taylor (de Adrenalina), e os dois prometem trazer seu estilo radical e exagerado para o personagem, prometendo um espetáculo trash.

Desconfianças: O personagem em si é muito difícil de ser lidado, e o longa já nasce como a continuação de um filme ruim.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 17 de Fevereiro

Beleza Adormecida

O que é: Drama psico-sexual que mostra uma jovem embarcando num ramo muito peculiar da prostituição: o método “Bela Adormecida”, onde a mulher dorme enquanto os clientes satisfazem seus desejos.

Porque assistir: Emily Browning.

Desconfianças: Resta saber se o longa conseguirá se sustentar apenas com essa ideia.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 17 de Fevereiro

Anônimo

O que é: Roland Emmerich propõe um “e se…” intrigante: e se William Shakeaspeare na verdade fosse uma fraude e tivesse alguém por trás de seus textos?

Porque assistir: A premissa é chamativa e todo mundo adora uma boa conspiração, e envolvendo um dos maiores escritores da História? Merece uma visita.

Desconfianças: Emmerich só faz filmes-catástrofes (O Dia depois de Amanhã, 2012, entre outros) e não acho que ele seja a melhor escolha para um drama de época.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 17 de Fevereiro

Drive

O que é: Thriller de ação vencedor do prêmio de melhor direção no Festival de Cannes que traz Ryan Gosling como um dublê de Hollywood que, à noite, age como motorista de fuga em golpes criminosos. A situação complica quando ele se envolve em uma emboscada com gângsteres perigosos.

Porque assistir: Foi elogiado quase que unanimente no mundo todo e promete uma mistura interessante entre ação e inteligência.

Desconfianças: Nenhuma até agora…

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 24 de Fevereiro

Shame

O que é: Drama do diretor Steven McQueen que traz Michael Fassbender como um morador de Nova York viciado em sexo. Tudo muda quando sua irmã chega na cidade para morar com ele, mudando completamente sua vida.

Porque assistir: Os trailers prometem um drama adulto bem trabalhado (o tema de vício sexual é algo pouquíssimo explorado no cinema) e uma performance monstruosa de Michael Fassbender.

Desconfianças: Meu único receio em relação ao filme é se ele vai mesmo chegar no Brasil…

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 2 de Março

Jovens Adultos

O que é: Comédia de humor negro que reúne a roteirista Diablo Cody com o diretor Jason Reitman (mesma dupla de Juno), nas desventuras de uma escritora imatura e excêntrica (Charlize Theron) que reencontra um antigo ex-namorado, agora de casamento marcado, e tenta reconquistá-lo.

Porque assistir: Reitman e Cody fizeram bonito em Juno e Charlize Theron parece estar dando vida a mais uma personagem memorável.

Desconfianças: O tema de uma mulher crescida que tem hábitos imaturos já foi muito (muito) utilizado no cinema. Será que da pra tirar coisa nova?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 2 de Março

Hansel & Gretel: Caçadores de Bruxas

O que é: A onda de versões dark de contos de fadas continua com o épico que traz João e Maria crescidos, agora caçadores de bruxas e criaturas.

Porque assistir: A ideia é bacana, e a escalação de Jeremy Renner e Gemma Arterton como os protagonistas é inspirada, podendo render uma boa química entre os dois.

Desconfianças: Só espero que não seja um Van Helsing da vida…

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 2 de Março  ADIADO PARA 11 de Janeiro de 2013.

Anjos da Noite: O Despertar

O que é: Quarto filme da franquia que traz uma guerra entre vampiros e lobisomens, dessa vez a vampira Selena descobre ter uma filha híbrida, e precisa lutar para protegê-la de um grupo de assassinos.

Porque assistir: Eu nem sou muito chegado na série, mas tem a Kate Beckinsale com roupa de couro apertada… Em 3D!

Desconfianças: Não gosto da série, então não sei apontar as desconfianças. Mas acredito que seja uma franquia que, depois do fracasso de seu antecessor, já deveria ter acabado.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 2 de Março

Poder sem Limites

O que é: Três amigos adolescentes descobrem ter poderes extraordinários, e passam a usá-los para seus próprios fins até que a situação foge do controle.

Porque assistir: O que chama a atenção é a narrativa, contada através da câmera de vídeo de um dos personagens (no estilo found footage).

Desconfianças: Tomara que o longa tenha uma história de verdade por trás desse marketing misterioso, e evite alguns clichês do gênero de super-heróis.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 9 de Março

O Corvo

O que é: Thriller que tenta repetir o que Guy Ritchie fez com Sherlock Holmes (ao lhe apresentar uma releitura), só que com o escritor/poeta Edgar Allan Poe no lugar. Na trama, ele se une a um detetive para caçar um serial killer que se inspira em suas próprias obras literárias.

Porque assistir: Serial Killers na Londres do século XVIII? Estou dentro.

Desconfianças: Transformar Poe em um detetive investigador é uma boa ideia, mas difícil de ser executada…

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 9 de Março (EUA)

John Carter

O que é: Aventura com toques de fantasia que mostra um veterano de guerra sendo abduzido e levado até Marte, onde precisará escapar daqueles que o mantém prisioneiro e libertar uma princesa.

Porque assistir: Quem comanda a adaptação é Andrew Stanton, responsável por Wall-E e Procurando Nemo, que – assim como seu colega Brad Bird, também da Pixar – embarca pela primeira vez em um projeto live action.

Desconfianças: A história não está me empolgando muito.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 9 de Março

Projeto X

O que é: Comédia no estilo narrativo do found footage (filmagem encontrada), mostra uma festa com diversos adolescentes de uma escola, e o que acontece quando ela foge do controle.

Porque assistir: A ideia de combinar uma ferramenta narrativa que antes só era adotada por longas de terror e uma trama cômica é bem original.

Desconfianças: Achei o trailer bem fraco e repleto de piadas sem graça.

Estreia: 16 de Março

Um Método Perigoso

O que é: Drama-thriller de David Cronenberg que explora a relação entre Sigmund Freud (Viggo Mortensen) e Carl Jung (Michael Fassbender), enquanto lidam com uma paciente perturbada e mudam o conceito da psicoanálise.

Porque assistir: A presença de Mortensen e Fassbender como protagonistas é de peso, e um encontro cinematográfico entre duas mentes brilhantes é algo que merece ser visto.

Desconfianças: Não tenho desconfianças específicas, mas não é um dos meus mais esperados do ano.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 23 de  Março

Jogos Vorazes

O que é: Adaptação de uma (complexa) série literária juvenil de, traz um grupo de jovens tentando sobreviver a uma competição de jogos perigosa da qual apenas um sairá vivo.

Porque assistir: Toda essa história de jogos de sobrevivência é bem interessante, e tem a talentosa Jennifer Lawrence como protagonista.

Desconfianças: Claramente tenta ser um substituto para Harry Potter, e não sei se essa complicada trama (cheia de personagens e distritos) vai pegar tão fácil aos não-adeptos da saga.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 23 de Março

Wrath of the Titans

O que é: Continuação do remake de Fúria de Titãs, traz Perseu lutando contra os Titãs e diversas criaturas mitológicas a fim de resgatar Zeus do submundo de Hades e salvar o planeta.

Porque assistir: Se você acompanhou alguma entrevista relacionada ao filme, pôde ver que todos os envolvidos perceberam os erros do filme anterior e prometem fazer algo muito melhor dessa vez. Pelo trailer, pode-se perceber uma gigantesca diferença entre Wrath e Clash.

Desconfianças: Pois é, Michael Bay também falou muitas vezes que Transformers 3 seria melhor do que os anteriores…

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 30 de Março

A Perseguição

O que é: Filme de sobrevivência que traz Liam Neeson como um homem que, ao sofrer um acidente de avião e cair no Alasca com sua equipe, precisa lutar para sobreviver em um ambiente hostil e uma matilha de lobos que sai a sua caça.

Porque assistir: Os trailers prometem um clima tenso e assustador ao filme.

Desconfianças: Não sei se Joe Carnahan (O Esquadrão Classe A) é a escolah certa para um longa tão atmosférico.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 30 de Março

Titanic 3D

O que é: Relançamento em 3D de Titanic, filme de James Cameron que venceu 11 Oscars e bateu recordes de bilheteria.

Porque assistir: Se você é fã do filme, com certeza vai querer revê-lo na tela grande. Quanto ao 3D, Cameron está trabalhando na conversão há um bom tempo, então não duvido de que será um resultado positivo.

Desconfianças: Nenhuma, quem viu o filme já sabe o que esperar. O arriscado mesmo é o 3D, que pode incomodar aqueles que não apreciam o formato – principalmente pela extensa duração do longa.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 4 de Abril

American Pie: O Reencontro

O que é: Quarto filme da série American Pie (eu não considero aquelas continuações escrotas que chegaram direto em home video) que promete reunir o elenco original da trilogia (Jason Biggs, Sean William Scott, Alyson Hannigan e companhia) em uma festa de 10 anos de formatura.

Porque assistir: Por causa do elenco, o principal motivo pelo sucesso dos três primeiros filmes. E Scott é engraçado pacas!

Desconfianças: Os personagens não são mais jovens (nem virgens), e agora so roteiristas terão que pensar em um novo tema que justifique a reunião do pessoal. E tem que ser um tema engraçado.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 20 de Abril

[REC]³: Genesis

O que é: Novo filme da franquia espanhola de zumbis-demônios, dessa vez promete mostrar a origem do vírus que se espalha nos primeiros filmes, ambientando-se em um casamento.

Porque assistir: Os dois primeiros filmes são excelentes e deve ser interessante acompanhar mais um, que agora promete combinar o found footage com filmagem tradicional.

Desconfianças: Mostrar a “origem do mal” é uma péssima ideia, porque estraga o elemento de desconhecido que o primeiro filme introduziu.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 20 de Abril (Espanha)

Os Vingadores

O que é: Ambicioso filme-evento da Marvel Studios que reúne Homem-de-Ferro, Thor, Capitão América e Hulk para enfrentar uma ameaça que pode destruir o planeta.

Porque assistir: Nunca antes tantos super-heróis foram reunidos num mesmo filme, e o resultado definitivamente merece ser conferido.

Desconfianças: Os Vingadores tem que ser um filme muito bom. Em consequência da realização do mesmo, outros três filmes sacrificaram sua história apenas para servir de “prequel” para o longa. A história e a química entre os personagens será fundamental aqui.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 27 de Abril

Anjos da Lei

O que é: Jonah Hill e Channing Tatum estrelam a nova versão da série de TV Anjos da Lei (21st Jump Street, que revelou Johnny Depp ao mundo), mas agora mudando o pano de fundo completamente. Aqui, eles são dois policiais que se infiltram em uma escola para investigar crimes cometidos por alunos.

Porque assistir: A química entre os dois protagonistas parece estar bem divertida, assim como o tom, que tem uma leve aura de Superbad – É Hoje!.

Desconfianças: Além do título, parece não ter nada a ver com a série.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 4 de Maio

Os Três Patetas

O que é: Os irmãos Farelly (Quem vai ficar com Mary?, Amor é cego) tentam reviver os inesquecíveis Três Patetas. A trama vai acompanhar desde o nascimento do trio até a vida adulta dos mesmos, sendo composto por três curtas de meia-hora cada.

Porque assistir: São realmente poucos motivos. Mas precisamos assistir antes de ter certeza de que é ruim.

Desconfianças: Achei o trailer horrível. Reviver Os Três Patetas é completamente desnecessário e o tipo do humor do filme não vai funcionar na época atual.

Vontade de ver: 1/5

Estreia: 4 de Maio

Sombras da Noite

O que é: Comédia gótica de Tim Burton, é a adaptação da série de TV Dark Shadows, que mostra a vida de uma família incomum que se surpreende quando um de seus antepassados, um vampiro sedento de sangue (Johnny Depp), acorda de sua cripta.

Porque assistir: Com todo o cinema pirando com vampiros, nada mais justo do que Tim Burton apresentar sua tomada nas criaturas e, conhecendo o estilo fantástico do diretor, o projeto pode vir a cair como uma luva.

Desconfianças: Só espero que não tenha aquele tom “novelesco” da série original.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 11 de Maio

O Ditador

O que é: Nova comédia com Sacha Baron Cohen, dessa vez apresentando um ditador do Oriente Médio que é deposto e mandado para os EUA (como é de costume com seus personagens). Mas ao contrário de Borat e Brüno, o longa do ditador não parece seguir a linha das “pegadinhas”.

Porque assistir: Sacha Baron Cohen é um dos comediantes mais engraçados da atualidade, e seu novo personagem promete ser tão memorável quanto Borat e Brüno.

Desconfianças: A grande graça dos trabalhos anteriores de Cohen residia no fato de que muitas piadas e gags não eram ensaidas e sim postas em práticas com indivíduos despreparados – uma pegadinha. Será que O Ditador vai fazer rir do mesmo jeito?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 18 de Maio

Homens de Preto 3

O que é: Terceiro filme da franquia dos homens que juram proteger a Terra da escória alienígena, envolve o agente J (Will Smith), voltando no tempo para salvar K (Tommy Lee Jones, rejuvenescido por Josh Brolin). Agora, a ameaça que a dupla deverá enfrentar, ainda é um segredo.

Porque assistir: É sempre prazeroso observar a divertida química entre Smith e Jones, e o filme foi rodado em 3D, um bom elemento para a série.

Desconfianças: O segundo não foi lá grande coisa e tinha uma história bem mediana. O terceiro precisa apresentar uma trama que justifique a realização do longa, e superar seu anterior.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 25 de Maio

Branca de Neve e o Caçador

O que é: Adaptação em estilo épico-fantasia (seguindo os passos de Alice no País das Maravilhas de Tim Burton) do conto de fadas da Branca de Neve, onde o Caçador é contratado pela Rainha Má para encontrar a personagem-título e matá-la.

Porque assistir: O visual do filme parece bem trabalhado, assim como as mudanças na história – principalmente em colocar o Caçador para ir atrás da protagonista.

Desconfianças: Só quero ver como as cenas de ação épicas (mostradas brevemente no trailer) vão se encaixar aqui.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 1º de Junho

Prometheus

O que é: Prelúdio de Alien – O Oitavo Passageiro que traz Ridley Scott de volta à franquia. A trama, porém, ainda é mantida em segredo pelos produtores, mas tem relação com a busca de uma tripulação pela origem da vida no universo, e achado perigosíssimo que é encontrado.

Porque assistir: Só o fato de Ridley Scott estar retornando ao gênero que ele fez bonito no passado, no caso a ficção científica, ja vale o ingresso. Isso sem falar do ótimo elenco (que inclue Noomi Rapace, Charlize Theron e Michael Fassbender) que o diretor reuniu.

Desconfianças: Scott disse que o icônico alienígena que aparece nos filmes anteriores não marca presença aqui – mas isso ainda é um mero boato. Quero ver o que ele vai achar para substituí-lo.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 8 de Junho

Jack – O Matador de Gigantes

O que é: Bryan Singer dá vida nova à clássica história de João e o Pé de Feijão, mostrando um jovem fazendeiro que parte para uma terra de gigantes a fim de salvar uma princesa sequestrada.

Porque assistir: Singer é um bom diretor e sabe dar pulso a uma história e cenas de ação. Será interessante ver como ele trabalha com o 3-D.

Desconfianças: João e o Pé de Feijão? Sei lá, tem que mudar muita coisa na trama pra dar certo.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 15 de Junho

Carnage

O que é: Comédia de humor negro de Roman Polanski, adapta a peça God of Carnage de Yasmina Reza, onde dois casais discutem as ações de seus filhos quando um deles comete bullying ao outro.

Porque assistir: Eu pessoalmente adoro filmes ambientados em um único cenário (e uma discussão ácida entre dois casais parece bem interessante), além de Polanski ter Jodie Foster, Kate Winsley, John C. Reilly e Christoph “Landa” Waltz em o que parece ser um instigante exercicío de atuações.

Desconfianças: É a primeira vez que o diretor assume uma comédia. Será que vai?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 29 de Junho

O Espetacular Homem-Aranha

O que é: Reboot em 3D da franquia Homem-Aranha, que vai voltar às origens do personagem e apresentar uma nova visão da história. Por exemplo, sai Mary Jane e entra Gwen Stacy, e o vilão da vez é o Lagarto.

Porque assistir: Pelos trailers, a nova abordagem à série parece ser mais sombria e bem mais interessante do que a anterior, trazendo também o ótimo Andrew Garfield no papel principal e a estonteante Emma Stone como a mocinha Gwen Stacy (isso mesmo, não tem Mary Jane).

Desconfianças: Os trailers prometem uma conspiração em torno do passado dos pais de Peter Parker. Isso é realmente necessário? Tomara que isso entre de forma relevante.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 3 de Julho

Valente

O que é: Animação ambientada no século X que traz uma jovem alienada de sua família que acaba por encontrar diversos perigos em sua terra, todos inspirados por contos dos Irmãos Grimm.

Porque assistir: É a Pixar!

Desconfianças: O épico é um terreno novo para o maior estúdio de animações da indústria. Resta saber se uma dupla de diretores novatos vai conseguir entregar uma boa história nesse cenário.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 20 de Julho

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge

O que é: Capítulo final na trilogia de Christopher Nolan sobre o Batman, traz o herói voltando à ativa, após um intervalo de 8 anos, para deter o monstruoso terrorista Bane, que promete trazer muito caos a Gotham City.

Porque assistir: Christopher Nolan é um gênio e sua conclusão para a saga do Morcego promete ser épica.

Desconfianças: Batman: O Cavaleiro das Trevas é o melhor filme de super-heróis de todos os tempos. Vai ser difícil superá-lo.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 27 de Julho

Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros

O que é: Adaptação do amalucado livro que traz o ex-presidente dos EUA Abraham Lincoln saindo à caça de vampiros que assassinaram sua esposa, e que mudarão o rumo da Guerra Civil.

Porque assistir: Lincoln caçando vampiros. Isso vai ser no mínimo divertido, e tem o dedo de Tim Burton na produção e o russo Timour Berkmambetov (O Procurado) na direção.

Desconfianças: A premissa, mesmo que inubitavelmente divertida, é absurda e deve ser lidada com cuidado – aí eu digo, que não se leve a sério demais. E que não seja mais um Van Helsing da vida (2).

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 3 de Agosto

G. I. Joe 2: Retaliação

O que é: Filme que continua o mediano A Origem de Cobra, promete um tom bem mais maduro e sério, além de uma ação mais crível. Dessa vez, a equipe precisa agir por conta própria quando o governo dos EUA é dominado pela organização Cobra, e inicia uma guerra ao quebrar um acordo mundial a respeito de ogivas nucleares.

Porque assistir: De fato, a mudança de tom é clara – assistindo ao trailer, mal da pra relacionar os dois filmes – e a presença de Bruce Willis e The Rock deve dar um gás ao filme, assim como os roteiristas Paul Wernick e Rhett Reese (dupla de Zumbilândia) por trás da trama.

Desconfianças: Eu não sei o que esperar de Jon Chu, que dirigiu Justin Bieber: Never say Never.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 10 de Agosto

Os Mercenários 2

O que é: Continuação do filme do ano passado, traz Sylvester Stallone e sua equipe enfrentando uma ameaça causada pelo personagem de Bruce Willis.

Porque assistir: Stallone conseguiu mais astros da ação (Agora tem Van Damme, Chuck Norris e Schwarzenegger com participação maior!) e, acertadamente, largou a cadeira de diretor.

Desconfianças: Sei não, parece ser mais do mesmo…

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 17 de Agosto

O Legado Bourne

O que é: Primeiro Bourne sem a presença de Matt Damon, introduzirá um novo personagem no mesmo universo de espionagem idealizado por Robert Ludlum (autor dos livros que inspiraram a franquia). A trama ainda permanece um mistério, mas aposto em mais um agente sem memória.

Porque assistir: O grande atrativo aqui é mesmo o elenco, que traz o sempre excelente Jeremy Renner como protagonista (um tal de Aaron Cross) e também Rachel Weisz e Edward Norton como coadjuvantes.

Desconfianças: É Bourne sem o Damon nem o Paul Greengrass… Será que vale a pena?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 24 de Agosto

Argo

O que é: Novo filme estrelado e dirigido por Ben Affleck, traz a história real do resgate de 6 diplomatas no Iraque, durante a crise em 1979, no qual o governo dos EUA e Canadá organizaram as filmagens de um filme falso para salvar os reféns.

Porque assistir: A história verídica é impressionante, e um filme sobre ela seria uma boa.

Desconfianças: Affleck ainda não é um diretor muito competente (longe de ser ruim, que fique claro) e esse talvez seja um longa difícil para ele. Mas fico na torcida.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 14 de Setembro (EUA)

Juiz Dredd

O que é: Nova adaptação dos quadrinhos do Juiz Dredd (que já teve uma versão com Sylvester Stallone nos anos 80), traz Karl Urban no papel-título em um futuro alternativo onde os juízes têm poder total sobre a execução e aplicação de leis. Nesse cenário, Dredd tem que combater uma gangue perigosa.

Porque assistir: Essa nova versão parece estar mais fiel aos quadrinhos do que o filme de Stallone.

Desconfianças: O diretor teve uma briga feia com os produtores e foi excluído do processo de montagem do filme. Sei não, cheira a fracasso.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 21 de Setembro

Cosmopolis

O que é: Novo filme de David Cronenberg que traz um dia na vida de um milionário em Manhattan, enquanto este tenta arranjar um corte de cabelo.

Porque assistir: Premissa ótima. Parece aquele tipo de situação na qual o roteiro pode criar várias situações inesperadas.

Desconfianças: Será que Robert Pattinson segura o filme como protagonista?

Vontade de ver: 5/5

Estreia: Ainda não definida

Cloud Atlas

O que é: Adaptação do livro de David Mitchell, marca o retorno dos irmãos Lana (antes Larry) e Andy Wachowsky – responsáveis pela trilogia Matrix – em uma ficção científica que traz diversas histórias que vão e voltam no tempo, passando do século XIX até um futuro pós-apocalíptico. Tom Tykwer (de Corra, Lola, Corra) entra como co-diretor.

Porque assistir: Os Wachowski ainda estão devendo um novo sucesso depois de Matrix, e a solução pode estar na promissora trama de Cloud Atlas, que também reúne um elenco estelar que vai de Tom Hanks até Halle Berry.

Desconfianças: Vamos torcer para que o longa não se perca em toda sua grandiosidade e complexidade.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 26 de Outubro

Frankenweenie

O que é: Animação em stop-motion (e em preto e branco!) dirigida por Tim Burton que traz um menino que, ao perder tragicamente seu cachorro, tenta revivê-lo no melhor estilo “Frankenstein” e alcança um resultado fantástico.

Porque assistir: Tim Burton e stop-motion se reúnem em mais uma trama sinistra. Imperdível.

Desconfianças: Nenhuma. Promete ser o novo O Estranho Mundo de Jack ou o novo A Noiva-Cadáver.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 2 de Novembro

A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2

O que é: Último filme da Saga Crepúsculo, que continua os eventos do longa anterior, com Bella e Edward lutando para proteger sua filha recém-nascida dos Volturi.

Porque assistir: Vamos acabar logo com isso, sim?

Desconfianças: A parte 1 já foi terrível, assim como o material no qual o filme se baseia. Só para as fãs da série.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 16 de Novembro

007 – Skyfall

O que é: 23º filme da franquia de 007, traz Daniel Craig reprisando o papel pela terceira vez em uma trama que envolve o passado de M e a lealdade do agente com sua chefe.

Porque assistir: Craig já disse muitas vezes que o roteiro é o melhor da série até agora, e promete um Bond ainda mais adulto e pé-no-chão do que o visto em seus longas anteriores.

Desconfianças: Sam Mendes nunca dirigiu um filme de ação, e não vejo isso como um problema letal, apenas ressaltando…

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 23 de Novembro

Gravity

O que é: Depois de anos de desenvolvimento e planejamento, parece que finalmente vai sair a ficção científica 3D de Alfonso Cuarón. George Clooney e Sandra Bullock protagonizam como dois astronautas que, após a destruição de sua espaçonave, ficam à deriva no espaço, ligados um ao outro por um cabo. Guillermo Del Toro, produtor do longa, promete que o gênero nunca mais será o mesmo.

Porque assistir: Cuarón é um excelente diretor, e tem em mãos uma das premissas mais assombrosas dos últimos tempos. E em 3D.

Desconfianças: Nenhuma. Talvez a capacidade de atuação de Bullock, mas até ela já ganhou um Oscar…

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 23 de Novembro

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

O que é: Primeira parte da adaptação de O Hobbit, livro que serve como prelúdio à trilogia de O Senhor dos Anéis. Dirigido por Peter Jackson, mostra o jovem Bilbo Bolseiro embarcando com Gandalf e uma companhia de anões em uma jornada para matar o poderoso dragão Smaug.

Porque assistir: Quem é fã da trilogia original certamente não vai perder. Eu não gosto de O Senhor dos Anéis, mas o primeiro trailer de Uma Viagem Inesperada realmente me deu vontade de ver (tudo pelo pano de fundo da história de Gollum, única coisa que me atrai na franquia).

Desconfianças: É uma adaptação difícil (todos os livros de Tolkien são) e será difícil agradar um não-fã da série.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 14 de Dezembro

World War Z

O que é: Adaptação do livro de Max Brooks (o especialista em zumbis, autor do imperdível O Guia de Sobrevivência a Zumbis) que relata um futuro onde homens e mortos-vivos estão em guerra. Nesse cenário, um jornalista (Brad Pitt) sai relatando ataques ao redor do planeta.

Porque assistir: Se o espírito bem-humorado (e realista) do livro de Brooks for preservado, o resultado pode ser excelente.

Desconfianças: Marc Foster é o diretor. Ele é bom, mas nunca o imaginaria lidando com litros de sangue em um filme de zumbis…

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 21 de Dezembro (EUA)

Django Unchained

O que é: Faroeste “sulista” de Quentin Tarantino que segue o escravo recém-libertado Django (Jamie Foxx), que se une a um caçador de recompensas (Christoph Waltz) para resgatar sua esposa de um cruel fazendeiro (Leonardo DiCaprio).

Porque assistir: O novo filme de Tarantino. Um faroeste. Que o mundo não acabe antes de o filme ser lançado!

Desconfianças: Bem, eu desconfiava que o diretor/roteirista não pudesse transportar seu estilo marcante para a Segunda Guerra Mundial em Bastardos Inglórios – e todos vimos o resultado. Acho que ele está bem seguro no western.

Estreia: 25 de Dezembro (EUA)

Vontade de ver: 5/5

O Grande Gatsby

O que é: Nova adaptação do romance de F. Scott Fitzgerald, que traz Leonardo Dicaprio no papel de Jay Gatsby, um milionário festeiro que apresenta uma nova realidade a um escritor vivido, por Tobey Maguire, e sua prima que ganha as facetas de Carey Mulligan. Baz Luhrmann comanda o longa em 3D.

Porque assistir: DiCaprio, Maguire e Mulligan prometem um trio bem carismático, e toda versão da famosa história de Fitzgerald merece ser vista.

Desconfianças: Pra quê filmar em 3D?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 25 de Dezembro (EUA)

Lincoln

O que é: Steven Spielberg comanda um longa sobre o ex-presidente norte-americano Abraham Lincoln (dessa vez sem vampiros ou elementos fantásticos) durante o período em que a Guerra Civil ia chegando ao fim.

Porque assistir: O elenco é de matar, com Daniel Day-Lewis assumindo o papel principal e Joseph Gordon-Levitt, Tommy Lee Jones, Sally Field, Jackie Earle Haley e mais uma coleção de astros na produção. Certamente vai render alguma atenção no Oscar 2013.

Desconfianças: Por enquanto, nenhuma.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: Dezembro (EUA, no Brasil deve ficar pra 2013…)

Muita coisa, de fato. E ainda assim, é claro que ainda veremos inúmeros lançamentos que não estão nessa postagem (principalmente comédias, que sempre parecem surgir sem aviso) e, repetindo, muitas datas acima podem mudar. Enfim, continuem acompanhando que as críticas começam já nesta semana!

Brincando com Fogo | Especial MILLENNIUM: OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

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O novo filme de David Fincher. A nova versão da espetacular trilogia de Stieg Larsson. O filme mais esperado de 2011. MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres vai se aproximando de sua estreia nos cinemas (internacionais), com direito a um especial gigante aqui no blog. Aproveitem:

Se você não conhece a trilogia de Stieg Larsson, aí vai um breve sumário sobre a história de Os Homens que Não Amavam as Mulheres:

Suécia, Estocolmo


Henrik Vanger (Christopher Plummer) e Mikael Blomkvist (Daniel Craig)

O jornalista Mikael Blomkvist acaba de perder uma batalha judicial contra o poderoso empresário Hans Eric-Wennerström, sendo senteciado a três meses de cadeia. Co-editor da revista Millennium, o golpe faz com ele retire-se temporariamente de seu cargo. Paralelamente, a problemática hacker Lisbeth Salander é contratada para realizar uma investigação sobre o passado de Blomkvist, mergulhando fundo em sua vida pessoal e profissional.

Por trás da investigação de Salander encontra-se Dirch Fode, empregado pessoal e confidente de Henrik Vanger, um aposentado idoso e patriarca de uma das famílias mais influentes da Suécia. Vanger oferece a Mikael Blomkvist um trabalho perigosíssimo e quase impossível: o mistério do desaparecimento de sua sobrinha Harriet, há 40 anos atrás.

O Mistério de Harriet Vanger


A última aparição de Harriet Vanger (Moa Garpendal)
antes de seu desaparecimento

Em 24 de Setembro de 1963, todos os membros da família Vanger reuníram-se na propriedade de Henrik, enquanto Harriet e suas amigas saíam para assistir ao desfile do Dia das Crianças no centro da cidade, em Hedeby. Paralelamente, um terrível acidente de carro ocorre na ponte que liga a ilha de Hedestad com o resto do país,  isolando o local. Entre resgates e auxílio aos envolvidos, a jovem de 16 anos desaparece misteriosamente, sem deixar vestígios que revelem seu destino. Homícido é logo apontado como a explicação para o sumiço de Harriet, mesmo que não tenham sido encontradas provas ou evidências.

Somado a tragédia, Henrik começa a receber anualmente uma flor emoldurada (presente que sua sobrinha sempre o enviara como presente de aniversário), sem remetente ou endereço de envio. As suspeitas do idoso apontam que o assassino de Harriet esteja por trás das enigmáticas entregas, em uma tentativa de enlouquecê-lo.


Mikael Blomkvist (Daniel Craig) e Lisbeth Salander (Rooney Mara)

A missão faz com que Blomkvist mude-se para a ilha de Hedestad, em uma estadia aproximada de um ano. Durante esse período, ele investigará o vasto passado da família Vanger e todos os seus mais obscuros segredos – que vão de corrupção até nazismo. Em meio a tanta informação, ele recebe a ajuda da mesma pessoa que anteriormente o havia investigado: Lisbeth Salander, com quem inicia uma curiosa parceiria no intuito de descobrir o que realmente aconteceu com Harriet Vanger.

E o quão longe eles poderão chegar…

Abertura (do show)


A capa do roteiro de Steven Zaillian

O sucesso da trilogia literária sueca escrita por Stieg Larsson há alguns anos atrás certamente chamaria a atenção de Hollywood. Mesmo com uma bem-sucedida franquia dirigida por Niels Arden Opley e Daniel Alfredson, a indústria norte-americana lançou seu olhar sobre o material e deu sinal verde para uma nova versão.

Com a Sony em domínio dos direitos da história, os produtores logo chamaram David Fincher – que trabalhou com a produtora em A Rede Social – para dirigir o primeiro capítulo de uma (possível) trilogia. Sobre retornar ao gênero que o tornou conhecido, ele diz: “Quando o projeto apareceu, eu pensei ‘não, eu não posso fazer outro filme sobre serial killer. Preciso parar com isso’. Mas pelo lado do estúdio nasceu essa ideia de que poderia existir… Eu tinha uma esperança de que pudesse existir uma franquia de filmes para adultos. E eu pensei ‘eu trabalhei muito por 20 anos, esperando que alguém dissesse algo desse tipo’. Quando você tem uma oportunidade dessas, é ótimo.

Quem não gostou nada dessa ideia de nova versão foi o diretor da franquia sueca, que declarou sua opinião sobre o assunto: “A única coisa que me irrita é a máquina da Sony tentar colocar a Lisbeth Salander deles como a Lisbeth Salander real. É injusto, porque Noomi incorporou o papel e deveria sempre ser apenas ela. É seu legado de um modo em que eu não vejo ninguém competindo com ela. Espero que ela seja indicada ao Oscar. Sei que vários membros da Academia viram o filme e gostaram, porque sempre vêm falar comigo sobre meu filme. Até em Hollywood parece existir uma aversão ao tal remake, do tipo, ‘ porque eles vão fazer o remake de um filme quando eles podem assistir o original’. O que você preferiria, a versão francesa de La Femme Nikita ou a americana? Espera-se que Fincher faça um trabalho melhor”. Opley tem todo o direiro de discordar, mas é de David Fincher que estamos falando…

O diretor norte-americano aliás, elogiou o trabalho de Opley na adaptação sueca da trilogia, dizendo ter se impressionado com o resultado (levando em consideração o orçamento limitado da produção europeia).


De Bond a Blomkvist: Daniel Craig no set

O produtor Scott Rudin foi quem convidou Fincher para a direção, informando-o que o roteiro estava sendo escrito e que seria bom que ele lesse o livro. Fincher leu o livro e surpreendeu-se com o fato de algo tão pesado quanto a literatura de Larsson tivesse alcançado o grande público (leia a trilogia, e você entenderá o motivo de tanto sucesso), complementando também que Dragon Tattoo apresenta tanto características positivas quanto negativas.

O roteiro foi escrito por Steven Zaillian (A Lista de Schindler, Gangues de Nova York), que deve voltar caso a Sony aprove as continuações, e promete algumas diferenças do livro, assim como um final completamente diferente. E, então, o longo processo de escalação de elenco teve início. Para o jornalista Mikael Blomkivst, Johnny Depp, Brad Pitt, George Clooney e Viggo Mortensen foram considerados, mas quem acabou ficando com o papel foi Daniel Craig (uma ótima escolha, devo acrescentar) que quase recusou a oferta em decorrência de seus compromissos com 007 – Skyfall.

Em entrevista ao site Omelete, o ator comenta os motivos que o levaram a interpretar Blomkvist no filme de Fincher: “Eu queria trabalhar com David há muito tempo. Eu conhecia os livros mas não tinha assistido à versão sueca do filme. Aí eles me mandaram o roteiro, que eu achei fantástico. Steven Zaillian fez um ótimo trabalho e foi isso que realmente definiu minha decisão – eu disse sim logo de cara.” e também: “Uma das razões pela qual eu escolhi fazer Millennium é que é um filme impróprio para menores. A franquia já é um sucesso e espero que o filme incentive outros estúdios a se envolverem com projetos como esse. Tomara que comecem a fazer filmes decentes, para adultos.”

A Garota (com a Tatuagem de Dragão)


Rooney Mara na pele de Lisbeth Salander

Mas o grande desafio era encontrar a intérprete perfeita para a grande personagem da série: a hacker Lisbeth Salander. Interpretada brilhantemente por Noomi Rapace na versão sueca da trilogia, a atriz foi apoiada por uma forte campanha – apadrinhada pelo lendário crítico Roger Ebert – para retornar ao papel na nova adaptação. A campanha foi tão bem-sucedida, que Fincher a convidou, mas ela recusou, afirmando que – depois de três anos na personagem –  não seria capaz de repetir o papel nas mesmas histórias.

E a busca pela nova Lisbeth Salander continua. As candidatas incluíram Carey Mulligan, Ellen Page, Emily Browning, Kristen Stewart, Keira Knightley, Mia Wasikowska, Anne Hathaway, Olivia Thirby, Jennifer Lawrence, Eva Green, Scarlett Johansson, Natalie Portman, Sophie Lowe, Sarah Snooke, Katie Jarvis, Emma Watson, Evan Rachel Wood e Rooney Mara. Dentre elas, os estúdios reduziram as opções a Johansson (que mesmo tendo um ótimo teste, foi considerada sexy demais para o papel), Portman (que recusou devido a exaustidão), Lawrence (que foi considerada alta demais) e Mara, que acabou ganhando o cobiçado papel.

Assim que ganhou o papel, a atriz fez algumas declarações sobre o trabalho para a revista W: “Antes de ler o livro, não achei que eu conseguiria. Eu me tranquei em um quarto por uma semana e li os três livros, e eu decidi que queria mesmo ser Lisbeth. Mas achei que não tinha a menor chance”. A sorte sorriu para Mara, já que Fincher a apontou como a escolha ideal, afirmando que “Haviam muitas diferentes versões de Salander, mas quem tinha mais camadas dela era Rooney. Eu pensei, essa é uma pessoa pra seguir” .

“Eu senti que havia algo no núcleo da Lisbeth que também tinha no meu. Eu posso me identificar com isso, eu não sou muito uma pessoa de grupo, ou time. Quando ele [David Fincher] me ofereceu o papel, ele explicou que esse filme tinha potencial para mudar a minha vida, não necessariamente pra melhor.” – TotalFilm

“Haviam certas coisas das quais eu tinha medo de fazer, mas nunca achei que não estava a par do desafio. O lance da motocicleta era a coisa que eu realmente não queria fazer. Sabe, você vai ser estuprada, aparecer nua… Mas logo que ele disse ‘você vai ter que andar de moto’, eu fiquei tipo ‘ai, sério?’ – Entertainment Weekly

Eu pessoalmente acho que a personagem esteja melhor representada (visualmente) por Rooney Mara do que por Noomi Rapace, mas veremos se sua interpretação vai poder se equiparar à de sua antecessora.


A alienação de Lisbeth Salander

No que diz respeito à personalidade da personagem, Fincher deu um bom depoimento à Revista Empire: “Houveram discussões onde as pessoas diziam coisas do tipo ‘ela é uma super-heroína!’ aí você diz ‘não, ela não é. Super-heróis vivem num mundo de bom e mau, e ela é bem mais complexa do que um super-herói. Ela esteve compromissada. Ela foi subjulgada. Ela foi marginalizada. Ela foi jogada no esgoto e ela teve uma parte nele. Ela se veste que nem lixo porque ela é alguém que foi traída e machucada de forma tão pesada, por forças além de seu controle, que simplesmente decidiu se fechar. Ela pode se sentar onde quiser no ônibus, porque ninguém quer nada com ela.

A fidelidade na composição de Salander não reside apenas no talento de sua intérprete ou seus traços psicológicos, mas também no impactante visual da personagem. A figurinista Trish Summervile comenta em entrevista para a revista W sobre o trabalho na composição de Salander: “Eu acho que Salander tem um pouquinho da síndrome de Aspberg: ela tem sua própria rotina e regime. Até mesmo o designer de produção Don Burt- que é um gênio – a forma que ele fez o apartamento dela, [parece que] ela nunca joga nada fora, ela é um roedor compulsivo, mas de alguma forma você sabe que ela sabe onde tudo está guardado, mesmo que mais ninguém saiba. Eu tentei encaixar a personagem nesse ambiente.

Sobre os figurinos e vestimentas, ela completa: “Uma das coisas que eu descobri é esta insana loja de roupas usadas na Suécia, que foi no que eu tentei basear a maioria das roupas dela. Você pode comprar ótimas peças de roupa por preços bem acessíveis e em perfeitas condições. Além disso, porque [Rooney] Mara é bem magrinha e pequena, nós desenhamos jaquetas e mandamos fazer. Ela tem dois casaquinhos principais no filme, um de uma empresa chamada Cerre e o outro foi feito por uma mulher chamada Agatha Blois. Ela trabalha com isso há uns 20, 25 anos. A história de fundo na minha cabeça é que ela tem esses dois casacos de couro por anos, são bem confortáveis pra ela. Já que ela é tão isolada e não tem muita interação com o mundo, esses são os escudos dela. E ela se sente confortável com eles. São como a casa dela quando ela sai de casa.”

O resultado certamente agradou a todos, já que Summerville lançou uma linha de roupas inspiradas nos figurinos de Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist para a H&M.

O (pesado) tom


David Fincher concentrado no set de MILLENNIUM

As filmagens começaram em Setembro de 2010, com locações congelantes em Estocolmo, na Suécia, e Zurich, na Suíça – ambientes extremamente importantes na opinião de Fincher para a construção da narrativa e do tom de “noir sueco”. A produção então, continuou nos estúdios da Sony e Paramount, Los Angeles. Praticamente toda a equipe de A Rede Social retorna: Jeff Cronenweth na direção de fotografia, Kirk Baxter e Angus Wall na montagem e Trent Reznor e Atticus Ross na trilha sonora, ainda mais sombria e inovadora do que a de seu trabalho anterior. Clique aqui para ouvir toda a trilha musical do filme.

E Fincher sendo Fincher, manteu seu habitual perfeccionismo e continuou com suas repetidas tomadas de uma única cena (em A Rede Social, o diálogo entre Mark e Erica teve 99 takes antes de ficar pronta) durante as filmagens de MILLENNIUM. O ator Stellan Skarsgard – intérprete de Martin Vanger – comentou sobre o estilo do diretor e elogiou seu trabalho: “David Fincher disse pra mim quando nos conhecemos, ‘Isso não vai ser divertido, porque às vezes eu faço uns 40 takes de cada cena’ e eu disse ‘é bom que seja divertido, e eu não me importo de fazer 40 takes, então vamos fazer 40 takes divertidos’. Eu gostei mesmo. Ele é muito completo, mas não é uma coisa anal. Você pode pode realmente fazer 40 takes que são 40 versões de uma cena, o que a traz a vida. Ele trabalha duro e rápido. o que significa que você filma o tempo todo. Você não senta e fica esperando, ou algo do gênero”.

Sobre o tom sombrio e adulto do longa, os envolvidos prometem que será autêntico. Em entrevista para a revista Esquire, Craig diz: “É tão adulto quanto pode ser. Isso é um drama adulto. Eu cresci, assim como todos nós, assistindo filmes como O Poderoso Chefão, que eram feitos para adultos. E este é um filme censura (16, 18 anos no Brasil) de orçamento de 100 milhões de dólares (pra se ter uma ideia, é o quadrúplo do orçamento dos três filmes da versão sueca da trilogia). Ninguém mais faz isso. E o Fincher, não está pegando leve. Eles deram carta branca pra ele. Recentemente ele me mostrou algumas cenas e eu, cobrindo a boca com a minha mão, disse ‘porra, você ta falando sério?'”.

Rooney Mara, entrevistada pela revista Entertainment Weekly, também comenta sobre o tom pesado do filme e a cena mais polêmica da história: “Foi incrivelmente intenso. Fizemos tudo em uma semana – do dia dos Namorados, estranhamente. Nós trabalhamos 16 horas por dia, e foi muito, muito desafiador, não só emocionalmente, mas também fisicamente. Mas é uma cena tão importante. Nós queríamos fazer o possível para acertar”. Se você leu o livro, sabe exatamente de qual cena ela está falando…

E o diretor, entrevistado pela revista francesa Le Monde, adverte: “Meu filme não é bonito, é brutal. E a violência dele faz todo o sentido na atmosfera imaculada da Suécia. Estamos tentando merecer a nossa censura R”.

Posteriormente, o longa recebeu uma pesada censura R por “Brutal violência incluindo tortura e estupro, nudez gráfica, forte sexualidade e linguagem”.

O (sensacional) marketing


O controverso pôster que traz Rooney Mara de topless (clique para ampliar)

David Fincher é muito sigiloso quanto ao marketing. Após as primeiras imagens de Rooney Mara caracterizada como Lisbeth serem divulgadas oficialmente na revista W, um trailer bootleg (filmado dentro de um cinema) caiu na rede. O curioso, é que o tal trailer possuía um áudio impecável e a conta que postou o vídeo no YouTube foi criada exatamente no dia em que o vídeo foi postado. Não há dúvidas de que foi a própria Sony que soltou o trailer, em uma curiosa jogada de marketing. Mas quanto ao trailer, é um dos melhores já feitos até hoje. Montado agressivamente e embalado com um remix de “Immigrant Song” de Led Zeppelin, o vídeo não revela nada da trama e ainda deixa com muita vontade de ver; todo trailer deveria ser desse jeito…

Pra aumentar a controvérsia, um polêmico cartaz que mostra Rooney Mara de topless foi divulgado na mesma semana. A arte em preto-e-branco é o primeiro da caprichada leva de pôsteres que o filme ganhou posteriormente – contrastando com a campanha de A Rede Social, que só apresentava duas artes.


A sala de montagem do filme, fornecida pelo blog Mouth Taped Shut

Posteriormente, um blog chamado “Mouth Taped Shut” foi lançado na rede, trazendo diversas atualizações sobre a produção do longa, fotos do set e vídeos da edição do longa. Assim como o teaser bootleg, o tal blog também faz parte do marketing da Sony para o filme – e, devo acrescentar, que finalmente entendi o objetivo dessa campanha publicitária: considerando que MILLENNIUM envolve investigações e quebra de segurança, o efeito de informações “vazadas” (característica muito comum entre os protagonistas da trilogia) tenta ser reproduzido tanto pelo trailer filmado no cinema quanto pelo blog. Jogada inteligente, sem dúvidas.

De surpresa também, foi o lançamento de um novo trailer do filme no Festival de Toronto desse ano. Jornalistas de diversos sites e seguidores da conta @Mouthtapedshut no Twitter receberam uma dica via e-mail quanto a exibição do remake Sob o Domínio do Mal, dizendo que algo interessante seria mostrado antes do longa. Para o espanto geral, uma prévia de 8 minutos de MILLENNIUM foi exibida e, semanas depois um novo trailer de 3 minutos e meio foi divulgado na internet.

Ao longo em que o Mouth Taped Shut divulgava fotos da produção diaramente, um novo site viral foi descoberto através de uma das tais imagens. A nova peça em questão chama-se Comes Forth in the Thaw, uma página bem teaser que mostra alguns screenshots do último trailer sob uma camada de gelo, que vai derretendo-se e apresentando breves trechos de efeitos sonoros e diálogos do longa; além de novas faixas musicais compostas pela dupla Reznor-Ross.


Uma das flores emolduradas encontradas

Foram só alguns dias depois de “Thaw”, que a campanha ficou realmente agressiva. Em uma postagem do “Mouth-Taped”, foi divulgado um vídeo que mostrava cenas de um acidente de carro (uma peça-chave da trama), e nele haviam algumas surpresas. Sumarizando todo o tempo dedicado a resolução do mistério por alguns usuários, a gravação abria outro site, o “What is hidden in Snow”, que iniciou uma “caça ao tesouro”; na qual o prêmio era uma flor emoldurada , como as que aparecem no longa. Ao todo, foram 40 quadros espalhados pelo mundo (inclusive no Brasil, em São Paulo) – além de outros brindes, como o diário de Harriet Vanger e a jaqueta de couro de Salander.

A campanha viral terminou no dia 9 de Dezembro (veja todos os brindes encontrados aqui), culminando em exibições prévias do filme em cidades dos EUA, Canadá e Suécia. Realmente, ótimo marketing.

Milennium com (ou sem) Oscar?


A violência do filme pode impedi-lo de marcar presença no Oscar

Considerando que MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres é um filme de David Fincher, as especulações sobre prêmios e Oscar são inevitáveis. De fato, obervando pelo trailer, é inegável a beleza da direção de fotografia do filme e também a transformação de Rooney Mara para o papel principal (que muitos já apontam a uma indicação como Melhor Atriz). Mas o que Fincher, o diretor, tem a dizer?

“Acho que tem muito estupro anal pro Oscar. Realmente, não é esse tipo de filme.”

A Sony Pictures já se pronunciou e prometeu fazer campanha pela indicação do longa – e Fincher deixou claro que não vê problema nisso, já que com A Rede Social a enxurrada de prêmios e celebrações veio como surpresa, ele afirma. Só o tempo dirá.

A Equação (Fincher) para o sucesso de MILLENNIUM:

O tom pesado de serial killer de Se7en + a direção magistral de Clube da Luta + os travellings criativos de Quarto do Pânico + a habilidade em retratar longas investigações de Zodíaco + o visual belíssimo de O Curioso Caso de Benjamin Button + a espetacular direção de atores de A Rede Social = sucesso de MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres.

Finalização (da seção)

MILLENNIUM vai dar certo com David Fincher? Alcançará um público maior? Vai ser um grande filme? Tem tudo pra cumprir tudo isso e muito mais. Tenho completa confiança no cineasta e acho que vem coisa grande por aí. Mas nós brasileiros, teremos que esperar até Janeiro para ver o resultado…

Fonte das entrevistas: Revista Empire, Total Film The Hollywood Reporter, Revista W (2), Entertainment Weekly (2), Revista Esquire, Digital Spy, Collider e Omelete.

As principais peças do quebra-cabeças de MILLENNIUM:

Mikael Blomkvist | Daniel Craig

Mikael Blomkvist

Jornalista dedicado e radical (especializado em expor corrupção no interior de grandes empresas, o que lhe garantiu o apelido “Super-Blomkvist”), Mikael Blomkvist é o fundador da revista Millennium e encontra-se em um péssimo momento quando é sentenciado à prisão por ameaçar o poderoso empresário Hans-Eric Wennerström, fazendo-o sair de seu cargo na revista por uns tempos. A situação muda quando ele é contratado pelo magnata Henrik Vanger para resolver um misterioso desaparecimento na isolada ilha de Hedestad, onde receberá a chance de revidar contra o golpe de Wennerström e conhecerá a pessoa mais peculiar de sua vida.

Lisbeth Salander | Rooney Mara

Lisbeth Salander

Antisocial, violenta, psicologicamente perturbada e com o corpo repleto de tatuagens e piercings, Lisbeth Salander é uma hacker genial e capaz de resolver qualquer problema. Em decorrência de um passado violento, ela necessita de um tutor legal que controle suas finanças – um grande ataque a sua privacidade, em sua opinião. Ela trabalha como investigadora na empresa Milton Security e, ao ser contratada para investigar Mikael Blomkvist, embarca mais fundo na vida do jornalista ao auxiliá-lo no trabalho proposto por Henrik Vanger.

Henrik Vanger | Christopher Plummer

Henrik Vanger

Um dos poucos membros da família Vanger que ainda lida com os negócios da empresa, Henrik é um bondoso e obcecado idoso. Durante 40 anos, ele tem procurado incessamente por sua sobrinha Harriet, além de receber misteriosas plantas emolduradas (uma lembrança a qual Harriet o presenteava anualmente) de um entregador desconhecido. Desesperado, ele resolve – antes que sua hora chegue – contratar o jornalista Mikael Blomkvist para dar conta do trabalho. Em troca, ele oferece uma recompensa milionária e vingança contra o empresário Wennerström.

Erika Berger | Robin Wright

Erika Berger

Melhor amiga de Mikael e também editora-chefe da revista Millennium, Erika é tão dedicada à profissão quanto seu colega, que ela conhece desde os tempos de faculdade. Ela é casada, mas mantém uma curiosa relação (essencialmente sexual) com Blomkvist – mesmo com a aprovação de seu marido. Com seu colega partindo para uma misteriosa missão na ilha de Hedestad, ela enfrenta problemas na editoria da revista.

Dirch Frode | Steven Berkoff

Dirch Frode

Frode tem sido durante anos, o assistente e advogado pessoal de Henrik Vanger. Leal e cuidadoso quanto à saúde de seu patrão e os negócios da empresa, é ele quem contrata Blomkvist para a missão de Henrik, servindo também de conselheiro para o jornalista durante sua estadia.

Martin Vanger | Stellan Skarsgard

Martin Vanger

O atual CEO das empresas Vanger, Martin é um dos poucos membros da família que, aparentemente, não apresenta alguma irregularidade ou segredo obscuro. Com passado marcado por diversos problemas com seu pai, ele recebe bem o jornalista Mikael Blomkvist, mas completamente isento de informações sobre o desaparecimento de sua irmã Harriet.

Dragan Armansky | Goran Visnjic

Dragan Armansky

Dragan Armansky é o CEO da Milton Security, uma empresa que oferece serviços de proteção, segurança e investigações para empresas e indivíduos. Ele é o patrão de Lisbeth Salander, e um dos únicos que conseguiu certa socialização com a jovem que ele considera sua investigadora mais brilhante, mas também uma das pessoas mais estranhas que conhece.

Holger Palmgren | Bengt Cw Carlsson

Holger Palmgren

Tutor legal de Lisbeth Salander, é o primeiro que consegue estabelecer uma boa relação com a jovem, garantindo-a um emprego na Milton Security e liberdade sobre seu dinheiro. Quando este sofre um derrame e é mandado para uma instituição médica, a vida de Salander mudará completamente.

Nils Bjurman | Yorick Van Wageningen

Nils Bjurman

Após o tutor legal de Lisbeth Salander, Holger Palmgrem, sofrer um derrame e ficar impossibilitado de continuar seu serviço, Nils Bjurman entra em seu lugar. Com total poder sobre a vida da jovem, ele promete não ser tão agradável quanto seu antecessor e passa a usar de seu poder para abusar de Salander.

Cecilia Vanger | Geraldine James

Cecilia Vanger

Prima dos irmãos Martin e Harriet, Cecilia não é muito próxima dos outros membros da família Vanger. É chegada à Henrik e com a chegada do jornalista que promete revirar os segredos de seus acestrais, ela desaprova a situação- mas isso não impede que ela (no livro) envolva-se com Blomkivst.

Annika Blomkvist Giannini | Embeth Davidtz

Annika Blomkvist

Irmã caçula de Mikael, Annika é uma advogada que trabalha especificamente em casos de violência contra a mulher. Não marca muita presença nesse primeiro capítulo, mas é essencial nos próximos volumes (especialmente na conclusão da trilogia).

Anita Vanger | Joely Richardson

Anita Vanger

Irmã mais nova e confidente de Harriet Vanger, Anita talvez seja uma das últimas pessoas a ver a jovem antes de seu misterioso desaparecimento. Não se dando bem com toda a família Vanger, Anita partiu para Londres aos 18 anos, evitando contatos com seus familiares – e provavelmente possui informações sobre o destino de Harriet.

Isabella Vanger | Inga Landgré

Isabella Vanger

Mãe de Harriet e Martin, Isabella Vanger encontra-se em uma idade avançada. É agressiva, fria e calculista com todos os membros da família e essas “virtudes” são multiplicadas com a chegada do jornalista Mikael Blomkvist.

Anna Nygren | Eva Fritjofson

Anna foi a empregada doméstica de Henrik Vanger desde o início de sua vida adulta, permanecendo até o presente momento como cozinheira e faxineira de sua grande propriedade. Ela estava presente com a família no dia em que Harriet desapareceu.

Miriam Wu | Elodie Yung

Lésbica e perita em algumas artes marciais, Miriam Wu (ou “Mimi” para os mais íntimos) conhece Lisbeth Salander em uma boate e inicia uma espécie de caso com a jovem, mesmo sem saber nada sobre sua vida ou profissão; também isentando de questionar os hábitos peculiares de sua parceira. Tem mais destaque na continuação.

Detetive Gustaf Morell | Donald Sumter

Det. Gustaf Morell

Gustaf Morell é o detetive-inspetor responsável pela resolução do caso Harriet. Interrogando os suspeitos no dia do desaparecimento da jovem, ele passou 40 anos investigando sobre o caso – um dos únicos sob sua responsabilidade que jaz sem resolução – mas não está nem perto da verdade. Mantém constante contato com Henrik Vanger, na esperança de solucionar também o mistério das plantas emolduradas.

Hans-Erik Wennerström | Ulf Friberg

Hans-Erik Wennerström

Fundador e presidente de uma empresa bilionária baseada em seu próprio nome, Wennerström triunfa sob as acusações de Blomkvist e com sucesso consegue jogá-lo na prisão, afastando-o de seu cargo na revista Millennium. Isso não significa que o sujeito não tenha esqueletos no armário, claro…

Harriet Vanger | Moa Garpendal

Harriet Vanger

Filha de Gottfried e Isabella Vanger, e irmã de Martin, a jovem Harriet passava grande parte do tempo na propriedade de seu tio Henrik, com quem tem uma relação melhor do que com seus pais. Em 1966, um terrível acidente de trânsito isolou a ilha de Hedestad e, em meio ao caos, a jovem desapareceu, sem deixar vestígios que revelem seu destino. Aqueles mais próximos de Harriet afirmam que ela estaria agindo de forma muito estranha, adquirindo uma estranha obsessão religiosa.

A Biografia de Stieg Larsson


Stieg Larsson: Jornalista e autor da Trilogia Millennium

Por trás do sucesso internacional da trilogia Millennium, encontramos o jornalista Stieg Larsson; nascido em Västerbotten, na Suécia em 1954.  Foi criado por seus avós (em decorrência das dificuldades financeiras enfrentadas por seus pais) e foi de seu avô que veio a grande inspiração e modelo para o jovem Stieg.

Extremamente anti-fascista, Severin Boström ensinou seu neto sobre a importância da democracia e da liberdade de expressão. Aos 12 anos, Stieg ganhou sua primeira máquina de datilografar – na qual ele passou horas e madrugadas escrevendo incessamente, prática que ele usaria para ganhar a vida futuramente. Aos 18 conheceu Eva Galbrielsson, que viria a se tornar sua esposa até o momento de sua morte.

Após terminar a escola e seu serviço militar, Larsson arrumou um emprego em um correio. Durante esse período, foi membro ativo de um movimento esquerdista e chegou até a editar uma revista sobre Leon Trotsky. Mas foi em 1977 que ele teve sua primeira experiência duradoura como jornalista, quando trabalhou, por 22 anos, como designer no provedor de notícias TT. Durante os anos na TT ele foi se interessando cada vez mais em extremismo de direita, iniciando um mapa da situação na Suécia, que posteriormente transformou-se em seu primeiro livro, Extremhögern.

O livro causou barulho em sua época de lançamento. Tanto que um jornal neo-nazista publicou um artigo em 1993 fornecendo dados e endereço de Larsson e seus colegas, promovendo um ataque ao jornalista. O editor do jornal foi detido e preso por 4 meses, enquanto Larsson – sem parecer assustado com a ameaça – continuaria sua luta ao fundar a revista Expo, em 1995.

Equilibrado entre o trabalho na revista e com livros de política, Larsson encontrou um passatempo na forma da trilogia Millennium, que ele passou a escrever em suas horas de descanso. Stieg Larsson morreu precocemente em 9 de Novembro de 2004, de ataque cardíaco que ocorreu após uma longa subida por escadas de seu escritório; deixando os manuscritos de 3 livros de Millennium e metade de um quarto livro – chegaremos nesse assunto depois.

Infelizmente, Larsson não viveu para ver o sucesso estrondoso de sua criação, que já foi chamado de “a maior franquia desde Harry Potter“.

Um olhar mais aprofundado no processo de criação da trilogia Millennium:

O desejo de Stieg Larsson de escrever uma história policial veio nos anos 1990. Fã de literatura anglo-saxônica, conhecia bem os ingredientes que uma boa narrativa detetive deveria possuir – e com isso, acrescentou um pouco de sexualidade, visando agradar os leitores.

A grande inspiração por trás da protagonista da série veio através de dois fatores importantes:

1. Uma conversa entre Larsson e um colega de trabalho. O assunto da tal conversa era uma divagação sobre como seriam personagens de contos infantis na vida real e crescidos, onde Larsson apresentou sua versão de Pippi Longstocking (protagonista de uma série de livros suecos), com todas as características que vieram a compor Lisbeth Salander.

2. Quando tinha 15 anos, Stieg Larsson presenciou o estupro de uma jovem por uma gangue e não fez nada para interferir no crime. Cheio de culpa, ele pediu perdão a vítima, que recusou e mergulhou Larsson em uma culpa enorme, dizem os amigos do autor. Talvez esse seja o motivo pelo qual o jornalista sempre explorou o tema de violência contra mulheres em livros e artigos de sua revista. E sabem qual era o nome da vítima? Lisbeth.

No quesito história, o trabalho como jornalista certamente serviu como fonte de conteúdo para os livros (quem leu a trilogia percebe uma grande presença de geografia e economia da Suécia). Antes de começar a escrever, em 1997, ele preparou sinopse para vindouros dez livros, e posteriormente escreveu Os Homens que não Amavam as Mulheres e A Menina que Brincava Fogo. Foi começando o terceiro que ele fez contato com a editora Piratförlaget, que recusou os dois manuscritos duas vezes e levou Larsson a assinar, alguns anos mais tarde, um contrato de três livros com a Nordstedts.


As caprichadas capas brasileiras da trilogia

Enquanto escrevia o quarto livro, veio a morte precoce de Larsson. Apenas alguns meses depois, os livros foram publicados e foram recebidos com estrondosa aprovação, transformando-se rapidamente em um best-seller internacional (no Brasil eles estão disponíveis pela Companhia das Letras) e colecionando diversos prêmios literários. Com mérito, a trilogia de Larsson é um impecável trabalho de narrativa, um dos melhores livros que já li.

Mas e o que acontece com o quarto livro? A metade que Larsson escreveu é propriedade de Eva Galbriesson, sua companheira por 32 anos (eles nunca se casaram devido ao riscos da profissão de Larsson). Em entrevistas recentes, ela afirmou que é capaz de terminar o livro, entitulado God’s Revenge, que aprofunda a relação de Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist.

A Tradução


O Segundo capítulo da série é o único que mantém o título original, tanto em ingês, quanto português

Pois bem, você sabe que o filme de Fincher chama-se  The Girl with the Dragon Tattoo em inglês, mas que no Brasil o título é MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres. O uso de “Millennium” é para indicar continuações, mas a frase sobre “Os Homens” não é uma piração das editoras e distribuidoras nacionais, trata-se da tradução mais literal da obra de Larsson.

Man Söm Hatar Kvinnor significa em português Homens que Odeiam Mulheres – termo utilizado com frequência por Lisbeth Salander na trilogia – e passa longe de A Garota com a Tatuagem de Dragão, um título claramente mais comercial (e estiloso, sem dúvida) do que o original. Quanto às continuações, temos Flickan Som Lekte Med Elden, que é traduzido literalmente tanto para o português quanto inglês, como A Menina que Brincava com Fogo e Luftslottet Som Sprangdes (O Castelo de Ar que Explodiu, na tradução literal) que virou The Girl who Kicked the Hornet’s Nest (A Menina que Chutou o Ninho de Vespas) em inglês e A Rainha do Castelo de Ar em português.

O bacana das traduções para o inglês é a formação de uma estrutura, todas com “The Girl…”

Graphic Novel

Em Outubro deste ano, foi anunciado que a Vertigo (filiada da DC Comics) iria começar uma série de graphic novels baseada na trilogia de Larsson; adaptando fielmente cada livro em dois volumes para cada um. A ideia é muito interessante e o lançamento ocorrerá em 2012, 2013 e 2014.

Uma breve análise sobre a adaptação sueca da obra de Larsson, concebido como uma minissérie de TV – indicada ao Emmy, por sinal. Obs: A Rainha do Castelo de Ar não está disponível comercialmente no Brasil – agradeça às distribuidoras por isso – e por esse motivo, ele ficou de fora da avaliação. Enfim:

Os Homens que não Amavam as Mulheres (2009)

Enquanto muitos apontam a primeira adaptação da obra de Stieg Larsson como uma obra-prima, eu insisto que o longa não faz jus ao tremendo material que sua fonte oferece. O diretor Niels Arden Oplev faz um trabalho mediano, não apresentando uma narrativa bem estruturada – muitas vezes ela torna-se cansativa – e um ritmo empolgante como o do livro. O grande acerto porém, é a atuação Noomi Rapace. A atriz arrasa como Lisbeth Salander, incorporando corretamente o estilo agressivo da personagem (apesar de eu achar o visual diferente do apresentado no livro).

A Menina que Brincava com Fogo (2009)

Mesmo com a troca de diretor (quem assume agora é Daniel Alfredson), o problema narrativo que prejudicou o longa anterior permanece. A trama não engatilha um ritmo empolgante e peca na emoção (tanto que cena na qual o pugilista Paolo Roberto encara o brutamontes Niedermann soa sem graça e artificial), ainda que consiga traduzir para as telas o complexo segundo livro da saga com eficiência e elabore bons diálogos. Sobre as atuações, Noomi Rapace continua formidável e Michael Nyqvist, intérprete de Mikael Blomkvist, mostra-se mais confortável no papel. O filme foi exibido no canal Max, de TV a cabo.

Algumas das tatuagens mais memoráveis do cinema:

Max Cady em Cabo do Medo

Um dos grandes papéis de Robert DeNiro, aqui ele interpreta um criminoso repleto de tatuagens sinistras (uma cruz gigante em suas costas, corações partidos, entre outros), que certamente ajudam a intimidar o advogado que este persegue.

Francis Dolarhyde em Dragão Vermelho

É realmente arrepiante olhar para este magnífico trabalho de arte. O principal antagonista do terceiro suspense de Hannibal Lecter nas telas, orgulha-se de ter uma gigante tatuagem de um dragão em suas costas – ele até se autodenomina o Dragão Vermelho.

Leonard em Amnésia

No intrincado suspense de Christopher Nolan, o protagonista precisa encontrar o assassino de sua mulher. O problema, é que o sujeito apresenta uma irregularidade na memória de curto-prazo e a solução encontrada para manter as pistas do caso é usar o próprio corpo como caderno de anotações.

Derek Vinyard em A Outra História Americana

Na pele do neonazista, Edward Norton brilha naquele que é um dos melhores trabalhos de sua carreira. Características que certamente marcam seu personagem, são as tatuagens – que incluem uma grande suástica no peito.

Darth Maul em Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma

Sem comentários, o misterioso aprendiz sith de A Ameaça Fantasma é um dos vilões com visual mais sinistro e memorável dos últimos anos, possuindo todo o rosto tatuado por bizarras pinturas que o assemelham a um demônio.

Lily em Cisne Negro

Mesmo que apareça pouco e não seja o foco da narrativa, a sensual tatuagem da bailarina Lily (Mila Kunis) chama a atenção, especialmente em seus movimentos – criados digitalmente- na polêmica cena de sexo com Natalie Portman.

Stu Price em Se Beber, Não Case! – Parte II

Resultado de uma (segunda) bebedeira fora de controle, o dentista Stu Prince libera sua besta interior mais uma vez e faz uma tatuagem igual a do Mike Tyson. O uso do desenho, aliás, foi motivo de processo contra a Warner vindo do tatuador de Tyson, que exigiu pagamento de direitos autorais.

Alguns dos melhores filmes sobre jornalismo investigativo:

Cidadão Kane

Quando o tema é jornalismo, impossível deixar de fora a obra-prima de Orson Wells. Mesmo que não seja um tipo perigoso, o poder da mídia é muito bem representado no longa, ora pelo império poderoso de Kane ou pelas obsessões do jornalista Jerry Thompson em descobrir o passado do magnata, tomando como pista o misterioso “Rosebud”.

Todos os Homens do Presidente

Certamente um dos melhores filmes sobre o tema, Robert Redford e Dustin Hoffman interpretam os jornalistas Woodward e Bernstein, responsáveis pela exposição do caso Watergate. As performances principais são excelentes (e a química é de matar), assim como a narrativa bem conduzida e o roteiro impecável.

Zodíaco

Eu considero Zodíaco o “Todos os Homens do Presidente Moderno”. Magistralmente executado, o filme de David Fincher acerta na elaboração do suspense e atmosfera – especialmente por tratar-se de um assassino real que nunca foi pego – apostando no longo diálogo e nos fatos verídicos do caso, assim como em ótimas performances.

Frost/Nixon

Mais um sobre o caso Watergate (pra ver como o acontecimento foi importante para a Sétima Arte), o filme de Ron Howard foca-se em fervorosos debates entre o entrevistador de TV David Frost e o recém renunciado presidente Richard Nixon.

Intrigas de Estado

Misturando conspirações governamentais e muita investigação jornalística, o longa apresenta uma narrativa ágil e empolgante – além de apresentar um excelente personagem, interpretado com muita dedicação por Russel Crowe.

O Escritor Fantasma

Um dos últimos filmes de Roman Polanski, O Escritor Fantasma é um eficiente thriller político e extremamente bem construído, especialmente na ambientação e no tom misterioso em torno do protagonista e seu arriscado trabalho. Um grande filme que, mesmo não contando especificamente com o jornalismo, lida bem com o tema de investigação.

Um rápido flashback na carreira da atriz Rooney Mara:

Ganhando os holofotes em 2010, a atriz Rooney Mara promete surpreender ao encarar a nova versão da hacker Lisbeth Salander no novo filme de David Fincher.

Nascida em 1985, na cidade de Bedford, Nova York, ela começou a trabalhar em seriados de TV fazendo pequenas participações, até que finalmente entrou para o cinema com Tanner Hall, seu primeiro longa como protagonista. Passando pela comédia Youth in Revolt e os independentes Dare e The Winning Season, Mara foi escalada para estrelar a nova versão de A Hora do Pesadelo e o bom resultado de bilheteria pode levá-la a continuações da saga de Freddy Krueger.


Mesmo que breve, sua participação em A Rede Social foi muito elogiada

Ainda em 2010, Mara conseguiu uma participação de luxo em A Rede Social de David Fincher, onde interpreta a ex-namorada de Mark Zuckerberg. Mesmo que pequena a interpretação da atriz chamou muita atenção (houve até especulação sobre uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante), tanto que Fincher a contratou para o papel de Lisbeth Salander em Os Homens que Não Amavam as Mulheres. Papel que irá testar o talento da atriz e poderá lhe render infinitas oportunidades no ramo.

Alguns exemplos recentes de remakes (ou versões alternativas, como preferir), que só aconteceram – ou vão acontecer – pelo medo americano de legendas:

Os Infiltrados

Dirigido por Martin Scorsese, o longa policial garantiu ao cineasta o primeiro Oscar de sua (invejável) carreira, e também uma nova versão para o longa chinês Conflitos Internos. Aí não vejo problema, já que ambos os filmes apresentam suas próprias características – sejam elas narrativas ou visuais.

Quarentena

Vindo da Espanha, um assombroso e magistral filme de terror do estilo “filmagem encontrada” chamado [Rec] assustou plateias do mundo todo e ganhou uma franquia própria. Chega Hollywood e o refaz no péssimo Quarentena, que estraga a história com explicações desnecessárias, efeitos exagerados do nívell Resident Evil e uma terrível e forçada Jennifer Carpenter no papel principal.

Deixe-me Entrar

O fantástico conto de vampiros de John Ajvide Lindqvist gerou dois filmes; primeiro o sueco Deixa ela Entrar de Tomas Alfredson e depois o americano Deixe-me Entrar de Matt Reeves (curioso como a situação lembra bastante a de Millennium), mesmo com apenas dois anos de diferença um do outro. Polêmicas a parte, ambos os filmes são ótimos e sobrevivem de forma independente – aliás, alguns elementos da versão americana são até melhores do que o da sueca, e vice-versa.

Oldboy

Tudo bem, tudo bem. Eu até não vejo grande problema em remakes mas refilmar o japonês Oldboy é um completamente desnecessário! Josh Brolin foi confirmado como protagonista e Spike Lee foi contratado para dirigir, mas – mesmo sendo um diretor competente – jamais Hollywood vai conseguir refazer a icônica cena do martelo ou a dos polvos.

O Segredo dos seus Olhos

Vindo da Argentina, o excelente suspense policial também está na lista de Hollywood para ser refilmado. O longa de Juan José Campanella ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, mas isso não parece ser motivo para impedir Billy Ray de apresentar sua própria visão da história. Desnecessário, e boa sorte para superar o plano-sequência do estádio de futebol…

Pra evitar comentários sobre hipocrisia, deixo bem claro que a versão de Fincher de Millennium é necessária, porque o ótimo material de Larsson merece destino melhor do que a mediana trilogia sueca.

Aproveitando o tema, confira o post no blog cujo tema é de remakes e novas adaptações. Clique aqui.

Com Rooney Mara praticamente irreconhecível como Lisbeth Salander, relembremos aqui outros atores que também passaram por surpreendentes transformações no cinema:

Christian Bale – O Operário

Considerado um recorde na indústria cinematográfica, Christian Bale perdeu 29 quilos para interpretar o perturbado Trevor em O Operário. De 79kg, o ator atingiu os 49kg, em uma dieta que consistiu de apenas uma lata de atum e uma maçã por dia. De quebra, ainda conseguiu entrar em forma para Batman Begins, um ano depois.

Robert DeNiro – Touro Indomável

Além de treinar boxe com extrema dedicação para viver o boxeador Jake LaMotta (com direito até a participações em torneios de verdade), Robert DeNiro ganhou aproximadamente 28 quilos para a fase decadente do lutador, surpreendendo a todos nas filmagens de Touro Indomável. O esforço, no entanto, valeu a pena, já que DeNiro faturou seu segundo Oscar por sua memorável performance.

Vincent D’Onofrio Nascido para Matar

Para viver o perturbado recruta Pyle, Vincent D’Onofrio ganhou 30kg em Nascido para Matar, de Stanley Kubrick. O ganho de peso do ator se deu em 4 meses e a perda do mesmo em 9, com diversos exercícios físicos.

Charlize Theron – Monster

Linda de morrer, Charlize Theron literalmente transforma-se em um monstro ao viver a assassina Aileen Wuornos em Monster – Desejo Assassino. Para isso, a atriz ganhou 14 quilos e submeteu-se a muitas sessões de maquiagem. A transformação deu a Theron o Oscar de Melhor Atriz.

Nicole Kidman – As Horas

Para viver a escritora Virginia Woolf, Nicole Kidman usou um nariz falso que a deixa praticamente irreconhecível, além de pintar o cabelo e aprender a escrever com a mão esquerda; visando um retrato fidelíssimo da famosa autora. Mais uma vez, a mudança garantiu um Oscar de Melhor Atriz para Kidman.

Laranja Mecânica

Logo nos minutos inicias da obra-prima de Stanley Kubrick, o espectador é levado a um mundo de violência através dos olhos do adolescente Alex. Junto com sua gangue, provocam atos de vandalismo, briga entre gangues e uma marcante cena de estupro que provocou grande polêmica nos países onde foi exibido – sendo até banido de alguns.

Irreversível

O longa francês de Gaspar Noé é dos mais difícies de assistir. A trama acompanha uma intrincada saga de vingança, contada de trás para frente e com a câmera do diretor captando cada detalhe. Os momentos mais extremos incluem um gráfico assassinato com um extintor de incêndio e uma perturbadora cena de estupro (que dura 9 minutos) em um túnel. Durante as exibições de Irreversível, muitos abandonaram as salas de cinema.

Violência Gratuita

Em ambos os longas de Michael Haneke (que também se aplica na categoria de versões estrangeiras), a violência é bem presente na trama, mas ao apresentar-se de ocorre de forma tão serena, quase cotidiana, o efeito é ainda mais perturbador.

Pulp Fiction

Pérola de Quentin Tarantino, a narrativa intrincada oferece diversos personagens memoráveis que, de alguma forma, estão ligados à violência – que aparece diversas vezes como algo comum, quase rotineira (um belo exemplo é a cena inicial com os assaltantes Pumpkin e Honeybunny.

Como uma sequência está nos planos da Sony, listo aqui alguns atores (hollywoodianos) que eu adoraria ver interpretando os novos personagens da saga, que aparecem em A Menina que Brincava com Fogo. Claro que Fincher (se diretor do restante da trilogia), provavelmente optará por atores desconhecidos, mas não custa nada sonhar…

Dag Svensson

O jornalista novato que elabora a incendiária exposição do tráfico de sexo que move o segundo capítulo é um ótimo papel para Jake Gyllenhaal. Se o ator fornecesse a mesma carga dramática e ambiciosa de Zodíaco (mais uma vez, também de David Fincher), seria bem interessante, mesmo sendo um papel relativamente curto na trama.

Inspetor Jan Bublanski

Um dos melhores atores da atualidade, Jeff Bridges no papel do inspetor encarregado de resolver o mistério em torno dos assassinatos que movem o livro 2 seria no mínimo interessante. O cara fica bom em qualquer papel e, sob o olhar meticuloso de Fincher, o resultado pode ser épico. Uma outra ideia seria Ricardo Darín, que encaixou-se bem na categoria de policial em O Segredo dos seus Olhos.

Hans Faste

Enquanto lia o livro, sempre visualizava Tom Hardy como o machista Faste, que tem diversas piadinhas ao longo da narrativa; um sarcasmo divertido que o ator fez bem em A Origem.

Sonja Modig

Se Angelina Jolie pintasse o cabelo de loiro como estava na primeira metade de Salt, a atriz seria a escolha perfeita para a única mulher na equipe de Bublanski. Durona e obcecada, tem momentos conturbados com Faste e uma relação de aliança com Bublanski.

Alexander Zalachenko

No papel do monstruoso pai de Lisbeth Salander – com cicatrizes e tensas marcas de queimaduras – um ator que seria ideal é Anthony Hopkins, que pode finalmente ter um bom papel que não envolva ser um mero coadjuvante e o faça sair do piloto-automático em que atualmente encontra-se. Outra boa opção é Malcom McDowell…

Paolo Roberto

E não podemos nos esquecer de Paolo Roberto! O boxeador tem um empolgante papel na trama, tendo participado da adaptação sueca do livro, e certamente precisa retornar caso a Sony aposte nas continuações. Mas se ele recusar, Bruce Willis seria uma escolha interessante – para um lutador fictício, mas perderia-se o elemento de surpresa.

Quais são os próximos projetos na fila de David Fincher?

20.000 Léguas Submarinas

A nova versão do clássico de Júlio Verne será o próximo filme de Fincher. A produção é descrita como grandiosa e pouco relevante com o conto original, além de estar programado para ser gravado em 3D; com efeitos visuais que  serão utilizados em quase 70% do filme. No entanto, as filmagens devem demorar pois, considerando o longo trabalho de CG que será usado, a pré-produção será extensa. Vontade de ver: 5/5

Cleópatra

Nunca houve um envolvimento oficial de Fincher com o projeto, mas seu nome circula entre os possíveis candidatos. Quem protagoniza a (nova) biografia da famosa rainha Cleópatra é Angelina Jolie, que só está esperando um diretor para começar as filmagens. Sinceramente? Território arriscado para Fincher. Vontade de ver: 3/5

Encontro com Rama

Baseado no livro de Arthur C. Clarke, trata-se de uma complexa ficção científica onde uma misteriosa nave alienígena paira no Sistema Solar, e os humanos resolvem explorá-lo para descobrir as intenções desta. Fincher declarou que a história é ótima e que Morgan Freeman teria um grande papel aqui. O filme ainda não aconteceu porque não houve um roteiro bom o suficiente. Vamos lá roteiristas! Vontade de ver: 5/5

Panic Attack

Mais um “panic” para Fincher (refiro-me a O Quarto do Pânico), na história de um psicanalista que mata um sujeito que invadiu sua casa, tendo que lidar posteriormente com a pressão da mídia e a ameaça do cúmplice do invasor a sua família. Interessante, é o tipo de gênero que o diretor domina muito bem. Vontade de ver: 4/5

Millennium

Ainda não está confirmado, mas Fincher deve retornar para os dois capítulos restantes da trilogia Millennium. Seria ótimo e mais que apropriado que ele voltasse, terminando o que começou. Até o momento, porém, ainda não há planos para a realização das continuações. Vontade de ver: 5/5

O sensacional teaser trailer de MILLENNIUM inspirou diversas pessoas a porem a mão na massa e misturarem a canção “Immigrant Song” da prévia do filme de Fincher com clipes de seus filmes preferidos. Reuni abaixo alguns dos melhores vídeos amadores que pude encontrar.

E já que você vai ouvir a música muitas vezes, acompanhe o som com a letra da versão remixada:

We come from the land of the ice and snow
from the midnight sun where the hot springs blow

The hammer of the gods will drive our ships to new lands
To fight the horde and sing and cry, Valhalla, I am coming

On we sweep with, with threshing oar
Our only goal will be the western shore

So now you better stop and rebuild all your ruins
for peace and trust can win the day despite of all you’re losin’

Os Muppets (este lançado oficialmente como uma paródia direta do trailer

Batman – O Cavaleiro das Trevas

Jurassic Park

A Rede Social

A Origem

O Pentelho

Clube da Luta

Laranja Mecânica (este feito por quem vos escreve)

Bem, o especial acaba aqui. MILLENNIUM: Os Homens que não Amavam as Mulheres só estreia no Brasil em 27 de Janeiro, mas devido a minha viagem para os EUA, assistirei o longa lá e publicarei a crítica por volta do dia 12 de Janeiro. Espero que tenham gostado!

Especial Star Wars

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , on 5 de junho de 2010 by Lucas Nascimento

Hoje estou fazendo um especial para todos os leitores que, como eu, são fãs de uma das melhores sagas de ficção científica da história do cinema. Isso mesmo, Star Wars de George Lucas; aí vai um especial com a crítica dos 6 filmes da série.

Star Wars Episódio IV – Uma Nova Esperança

Que maneira mais espetacular de se começar uma história. Tudo bem que ela não se inicia aqui, mas esse filme foi a primeira experiência que mundo teve com Star Wars. Inesquecível, o filme possui uma trama muito simples e ainda assim, surpreendente. Personagens icônicos, frases marcantes e aí estava criada uma das melhores ficções científicas da história do cinema. Muito bom mesmo.

Star Wars Episódio V – O Império Contra-ataca

Ja falei muitas e muitas vezes, por isso, nem vou dizer e dar exemplos de como o segundo filme de uma trilogia costuma ser o melhor. Seguindo essa fórmula, a sequência do clássico é transformada em um dos melhores filmes já feitos. Efeitos melhorados, trama mais complexa, que envolve uma das mais inesperadas reviravoltas e ação, muita ação. Mais sombrio e melhor.

Star Wars Episódio VI – O Retorno de Jedi

Humm. A saga começa a desandar em seu capítulo final, mas isso deve-se a, em maior parte, uma horrível e desastrosa ideia que George Lucas ousou levar em frente: Os Ewoks. São pequenos guerreiros-ursos que só estragam a boa história que o filme têm. Fora esse grande deslize, o filme é excelente, partindo do ponto em que o anterior acabou, consegue manter um ritmo ágil e concluir a saga com grandeza.

Star Wars Episódio I – A Ameaça Fantasma

Com o sucesso absoluto da primeira trilogia, Lucas volta no tempo para contar como tudo começou. O resultado é visto por muitos, como desastroso, mas eu não achei tão ruim assim. O episódio I é, de fato, devagar e não possui o mesmo ritmo dos filmes anteriores. A trama não convence muito, mas no ato do final do filme, temos um duelo de sabres-de-luz que vale pelo filme inteiro. Sério, uma das melhores da saga.

Star Wars Episódio II – Ataque dos Clones

A trama começa a se desenrolar melhor aqui, principalmente pelo fato de começarmos a relacionar o personagem de Anakin Skywalker, com seu futuro papel de Darth Vader. Vemos muitas origens e temos ótimas cenas de ação e batalhas, que ajudam a resgatar o tom divertido da antiga trilogia. Destaque para a luta de Obi-wan contra o caçador de recompensas Jango Fett, cena que é, na minha opinião, o melhor duelo de toda a saga. Muito bom.

Star Wars Episódio III – A Vingança dos Sith

Agora sim. A ligação entre as duas trilogias é, sem dúvida, o filme mais sombrio e dramático. Contando com um frio realismo a redenção de Anakin ao Lado Negro e o massacre de partir o coração aos Jedi, o último filme da saga se supera. Por anos todos sempre quiseram ver como Darth Vader se tornou o homem dentro da roupa, e agora sabemos. O ruim, é que Hayden Christensen não traz o carisma necessário que o personagem merece e precisa. Mas a franquia pode-se considerar concluída com chave de ouro.

Bem, esse foi o especial Star Wars, espero que tenham gostado e fiquem ligados no blog.